Exposição homenageia descobridor

Reprodução
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A exposição Cabral, o Viajante do Rei - As Origens do Brasil, que esteve na Casa Porto das Artes Plásticas de março a 16 de abril de 2000, antiga sede da Capitania dos Portos, no Centro, atraiu os seus visitantes para um passeio pela História do Brasil também pelos livros. Foi montada, uma pequena biblioteca, com livros do acervo da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, especializada no tema, que tem atraído o interesse dos que visitam a exposição. A mostra (fotos) tem apoio da Prefeitura de Vitória, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura.

Outros espaços interativos também foram montados. Crianças aproveitam o tema para fazer uma releitura do Descobrimento na sala de desenhos e jogadores de RPG divertem-se num ambiente preparado especialmente para o jogo temático que acompanha a exposição. Um computador conectado à Internet também está à disposição dos visitantes.

Uma exposição de máscaras, peneiras, bancos, peças de arte plunária e armas do Xingu, cedidas pela diretora do acervo do Yázigi InterNexus, Paula Fisch, fazem uma homenagem aos Índios. Ao todo, serão oito peças do Xingu antigo, coletadas e colecionadas pelos indianistas Cláudio e Orlando Villas Bôas e mais oito peças do Xingu atual.

O Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES) colabora com a mostra cedendo quatro retratos em óleo sobre tela: um D. João VI, um de D.Pedro I e dois de D. Pedro II, um deles uma raridade por retratar D. Pedro II aos 18 anos - as imagens mais conhecidas do Imperador o retratam como um senhor de idade.

 

Artistas capixabas também dão sua contribuição ao evento. Um mosaico representando o mapa do descobrimento do Brasil, de autoria do artista plástico Celso Adolfo faz referência à trajetória do navegador homenageado.

O escultor Penithência faz uma releitura do Medalhão Claustro dos Jerônimos, cuja réplica cedida pelo Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil, também faz parte da exposição. O medalhão traz a imagem de um homem que os historiadores supõem ser Pedro Álvares Cabral. O original é parte do acervo da Casa de Cabral, em Santarém (Portugal), inaugurada simultaneamente com todas as exposições nas capitais brasileiras.

Uma outra raridade fez parte da exposição capixaba. O livro História da Colonização Portuguesa do Brasil, publicado em 1922 numa edição Monumental Comemorativa do 1° Centenário da Independência do Brasil, com patrocínio do Governo Português será fotografado e incluído na mostra.

 

O livro, considerado o maior registro da história colonial portuguesa e uma das maiores fontes que subsidiaram a exposição, foi um presente da ex-primeira-dama Yolanda Costa e Silva ao fotógrafo capixaba Heitor Bonino, autor das fotografias.

Em três salas ocorreram eventos especiais durante a exposição. Um auditório, uma biblioteca temática sobre a História e Desenvolvimento do Brasil e uma sala para jogadores de RPG se divertirem com o jogo Descobrimento e Criação, editado pela Fundação Banco do Brasil e Odebretch, especialmente para o projeto.

Elizabeth Nader
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Foi agendada uma palestra com o almirante Max Justo Guedes, diretor do Patrimônio Histórico da Marinha do Brasil e autor de vários livros sobre o Descobrimento, que atuou como consultor para a montagem da exposição.

Cabral... foi inaugurada simultaneamente em todas as capitais brasileiras e em Portugal, exatamente 500 anos depois que a armada de Cabral partiu do Porto de Lisboa na viagem que o trouxe ao Brasil.

O projeto tem por objetivo homenagear personalidades e fatos marcantes do cenário brasileiro, com a realização de ações culturais que visam a estimular o interesse dos cidadãos no cultivo, defesa e conhecimento desse patrimônio nacional.

Durante três anos o Projeto Memória homenageou grandes nomes da história cultural brasileira, como Castro Alves, Monteiro Lobato e Rui Barbosa. No ano 2000, o fato histórico a celebrar é o Descobrimento do Brasil, iniciativa que se integra à mobilização que ocorre para a comemoração da passagem dos 500 anos do nosso país.

Elizabeth Nader
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Pedro Álvares Cabral, a quem a memória brasileira não tem dado o merecido valor, é o principal foco do projeto. Até o final do ano, esta exposição estará percorrendo outras cidades do Brasil e de Portugal, estando nos largos, nas praças, nos espaços públicos de centenas de comunidades, criando um ambiente comum para a celebração do marco histórico da formação do Brasil Nação.

A itinerância da exposição Cabral, O Viajante do Rei - As Origens do Brasil pelos mais distantes pontos do País e pelo território português cria as condições para que as duas nações se juntem em um grande abraço que, tendo como referência o conhecimento e a compreensão da história, simbolize o compromisso de todos com a construção do futuro.

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