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Igrejas do Espírito
Santo Tombadas pelo Patrimônio Histórico
Sob
o signo da Igreja, o Espírito Santo foi construído. O prédio mais
antigo de Vitória, por exemplo, é a Capela de Santa Luzia, construída
antes mesmo de a Capital ser oficialmente fundada, em 1551. Os
monumentos religiosos estão espalhados por todo o Estado. Nesta
página, você acompanha um pouco dessa história, com fotos antigas
recuperadas pelo Arquivo Público Municipal de Vitória.
Ao clicar sobre as fotos, você terá uma imagem ampliada para melhor
visualização.
Igreja do
Rosário:
Criada pela provisão do Bispado da Bahia, em 14 de Setembro de
1765, a requerimento da Irmandade dos Homens Pretos. A capela
foi levantada na encosta chamada Pernambuco. Sua escadaria de
acesso está localizada no final da Rua do Rosário.
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Capela
Santa Luzia:
Considerada a Igreja mais antiga de Vltória, construída no século
XVI, capela que pertenceu à fazenda de Duarte Lemos.
"A igrejinha de Santa Luzia funcionou, normalmente, até 1928,
embora precário seu estado de conservação, sabendo-se que, ainda
em 1919, ai se celebrava missas semanais."
"Em 1943, já o templo em ruínas, procedeu-se a sua restauração,
ficando os serviços a cargo do empreiteiro André Carloni, nele
se instalando o Museu de Arte Sacra; atualmente foi transformada
em galeria de arte, dirigida pela Universidade Federal do Espírito
Santo."
Tombado pelo Govemo Federal (SPHAN) em 01/08/46.
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Catedral
Metropolitana de Vitória: Edificada quase no mesmo
local onde se erguia antiga matriz de Vitória, hoje Praça Dom
Luiz Scortegagna, a Catedral teve sua construção iniciada na década
de vinte e somente concluída nos anos sessenta. Demolida a matriz
em 1918, o desenhista paisagista Paulo Motta confeccionou projeto
do novo templo em estilo neogótico com uma única torre no centro.
Tendo as obras ficado por muito tempo paralisadas este projeto
foi abandonado. Retomadas nos anos 30 um novo projeto foi feito,
aprovetando-se as partes já erguidas o seu autor André Carloni
manteve o estilo neogótico, com duas torres sineiras. Após o término
das obras nos anos setenta, a Catedral sofreu ampla reforma, tendo
sido retirados os altares laterais da nave, substituição das telhas
de barro por telhas de cimento e amianto e a pintura em tons de
verde, em substituição a antiga caiação de branco. Tombada pelo
CEC em 03/05/84.
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Igraja
Santa Luzia: Em estilo colonial, construída pelos jesuítas
em 2 de novembro de 1766 quando teve seu altar inaugurado; chamou-se
antes Capela de Nossa Senhora do Amparo e da Boa Morte. Sabe-se
de documento, datado de 1715, onde se pede permissão para a construção
da Capela a São Gonçalo Garcia. Situada na Cidade Alta. Durante
muito tempo foi sede provisória do arcebispado.
"Demolida a lgreja de São Tiago, no governo de Jerônimo Monteiro,
a sede paroquial foi transferida dali em 10 de novembro de 1911,
bem como os ofícios religiosos da matriz Nossa Senhora de Vitória,
quando de sua demolição em 1919". A igreja foi tombada em 1948,
inclusive alguns móveis, alfaias e móveis, em especial de Santo
Inácio de Loiola e São Francisco Xavier, que pertenciam a igreja
jesuítica de São Tiago.
Tombada pelo Govemo Federal (SPHAN) em 06/ll/48.
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Convento
Nossa Senhora da Penha: Fica no município de Vila Velha e
pode ser visto de vários pontos de Vitória. É o mais importante
monumento histórico do Estado. Foi fundado pelo Irmão Franciscano
Pedro Palácios em 1570, porém só foi concluído em 175O. Dentre
os detalhes de incomparável beleza, destacam-se o primeiro quadro
a óleo trazido para o Brasil, o painel de Nossa Senhora, (1558);
a imagem do altar-mor (1750); os grandes quadros da galeria Benito
Calixto e do italiano Mário Bárbaris: um relógio do século XVIII;
os quadros de Vitor Meirelles, autor do óleo da Primeira Missa
no Brasil, no altar-mor; a sala doa milagres; a ladeira das sete
voltas (1643); o portão velho, (1774) e a Gruta de Frei Palácios,
(1558). A história do Convento da Penha está pontilhada por inúmeras
lendas e milagres. Conta a história, que misteriosamente o óleo
da Virgem desaparecia do local, vindo sempre a ser encontrado,
inexplicavelmente no topo do morro. Embevecido pelo fenômeno mítico,
Pedro Palácios construiu então, no alto do morro, uma capela para
a Virgem, que viria a ser o atual Convento. Tombada pelo (SPHAN)
era 21/09/43.
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Igreja
Nossa Senhora da Ajuda: A Fazenda de Araçatiba era constituída
pela residência, engenhos, senzalas, oficinas e a Igreja dedicada
a Nossa Senhora da Ajuda. Desse conjunto só existem hoje a Igreja
e as ruínas da residência.
O Príncipe Maximiliano conta, em 1816, que a Igreja tinha duas
torres que lhe pareceram pequenas. Hoje sò existe uma e bem alta,
numa proporção satisfatória para a largura da fachada. Crê-se
que só tenha havido uma; a outra torre que o Príncipe Maximiliano
alega ter visto pode ter sido outra parte da construção existente
ao lado, cujas ruínas ainda se vêem hoje. O escritor Mário Freire,
afirma também que o proprietário da Fazenda, Sebastião Vieira
Machado, fizera reformas na Igreja em 1849 e nela fora enterrado,
à entrada da capela-mor, em 1854.
Tombada pelo (SPHAN) em 20/03/50.
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Igreja
e Residência dos Reis Magos: O aldeamento dos Reis Magos,
fundado pelos jesuítas por volta de 158O onde hoje se situa Nova
Almeida, foi extinto em meados do século XVIII. A construção se
localiza numa elevação, de onde se tem ampla visão da orla e do
rio dos Reis Magos, votada de costas para o mar; tem a sua frente
um cruzeiro; edificação de grande interesse arquitetônico, tem
as paredes da igreja e Residência edificadas com blocos irregulares
de laterita argamassadas com caulim, misturadas com conchas, e
revestida, provavelmente, com argamassa de tabatinga. De uma forma
geral, apresenta a edificação uma arquitetura bastante rústica
em acabamento.
Tombada pelo (SPHAN) em 21/09/43.
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Igreja
e Residência de Nossa Senhora de Assunção:
de Reritiba (hoje Anchieta) sò restam a Igreja, dedicada a Nossa
Senhora da Assunção e partes da residência. Não há data certa
para sua fundação. Simão de Vasconcellos afirma que Anchieta,
veio para residir em 1587, mas só é dada como tendo Residência,
em 1593, pelo próprio Simão de Vasconcellos. Já Serafim Leite
sugere que a Aldeia de São Cristóvão, era Reritiba. De qualquer
forma, a igreja deveria estar pronta em 1604, apresentando caracteristicas
das Igrejas de fins do século XVl e começos do século XVII.
A Residência teve sua quadra completa, mas algumas alas ruíram
no século passado e não foram reerguidas, restando um cômodo que
se acredita tenha sido de Anchieta, mas não há documento comprobatório.
A Sacristia atual é um acréscimo de fins do século XVIII, bem
como os corredores que lhe dão acesso.
O que mais chama a atenção no conjunto de Reritiba são as três
naves da Igreja não muito comum no Brasil.
Bibliografia:
-
ESPÍRITO SANTO, (Estado). Secretaria Municipal de Turismo
e Certames. Divisão de divulgação. Levantamento turístico
do município de Vitória. Vitória: 1982.
-
ESPÍRITO SANTO, (Estado). Secretaria de Educação e Cultura.
Catálogos de bens culturais tombados do Espírito Santo. São
Paulo: Marsal Ohno. 1991.
-
DERENZI, Luiz Serafim. Bibliografia de uma ilha. 2ª edição.
Vitória: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. 1995.
Veja também:
Fotos do Horto de Maruípe
Fotos da arquitetura da cidade
Os bondes na Vitória antiga
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