Perfil do consumidor morador de Vitória
março de 2007
No mês do consumidor, o Procon de Vitória apresentou os resultados da pesquisa sobre o perfil dos consumidores da Capital. O estudo considerou os hábitos dos moradores por regional e outras características como religião, etnia, idade, sexo, grau de instrução e renda familiar. Com esses critérios, a pesquisa possibilita o desenvolvimento de projetos específicos, dedicados aos consumidores de acordo com suas peculiaridades.
A realização da pesquisa representou um importante passo do órgão para o melhor entendimento das qualidades, necessidades e demais características dos cidadãos desse município em suas relações de consumo. As informações formam uma base de dados técnicos que vão dar suporte aos vários projetos de educação para o consumo, direitos e deveres de fornecedores e consumidores, visando à melhoria do mercado.
A educação para o consumo está prevista no Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 4º, inciso IV, como um dos princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, e o potencial benefício vai ao encontro dos ideais de governo aplicados nesse Município.
Informação para a cidadania
Seguindo as diretrizes da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid) e da Prefeitura de Vitória, o Procon busca promover a igualdade de oportunidades e de acesso à cidadania, e essa igualdade só é possível quando há oportunidade de acesso à informação.
A pesquisa identificou as regiões de Vitória onde a população mais carece de informações sobre os seus direitos enquanto consumidores, além de verificar onde vivem os que mais buscam ajuda quando se sentem lesados, e quais as infrações de consumo mais sofrem.
Foi verificado, por exemplo, que em determinada região com uma população economicamente menos favorecida, como é a Regional de São Pedro, apenas 13,3% dos consumidores reclamam quando se sentem prejudicados na compra de um produto ou na contratação de um serviço. Nas regiões de classes sociais mais privilegiadas, como é o caso da Regional da Praia do Canto, 28,6% dos consumidores afirmam reclamar quando se sentem prejudicados.
O motivo dessa disparidade está na ausência de informações. Esse dado da pesquisa remete à responsabilidade de levar o conhecimento sobre direitos do consumidor, de forma acessível, aos cidadãos para que possam exercer a sua cidadania. Promove-se assim a inclusão social e a igualdade de oportunidades, através de ações educativas.
Alimentação
A pesquisa apontou problemas entre as classes mais privilegiadas em relação ao consumo consciente alimentar. As regionais que apresentam maior disparidade são as mesmas, mas nessa questão foi verificado que, na Regional São Pedro, 92,7% dos consumidores pagariam mais caro por um produto alimentício que fosse mais saudável, enquanto na Regional Praia do Canto, apenas 82,4% faria o mesmo.
Isso reflete os hábitos de consumo prejudiciais que as classes mais altas da cidade se permitem. Nesse segmento da população, provavelmente influenciado pela mídia, há maior freqüência do consumo de fast foods e de outros produtos alimentares que, apesar de mais caros, podem causar problemas à saúde dos consumidores.
Nessa região há demanda de um projeto de educação para o consumo de produtos alimentares mais saudáveis.
Credibilidade
O Procon de Vitória conquistou credibilidade junto á população capixaba. Na pesquisa, 65,7% dos consumidores afirmaram procurar este órgão quando a primeira tentativa de resolução de problemas relacionados a compras (o que normalmente acontece diretamente nas lojas) não dá certo.
Outra característica da população de Vitória foi a consciência ambiental, que se reflete também no momento da compra. Quase 70% dos entrevistados afirmaram que “certamente pagariam mais caro” por um produto que não causasse danos ao meio ambiente.