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Escola da Vida: assistidos fazem exposição com material reciclável na Casa Porto

Publicada em 10/06/2019, às 12h00 | Atualizada em 10/06/2019, às 12h43

Por Paula M. Bourguignon (pmacbourguignon@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Guiomedce Paixao

Casa Porto Boomerangue

Exposição Colab Boomerangue traz arte produzida por pessoas em situação de rua

Guiomedce Paixao

Casa Porto Boomerangue

"Esse projeto é como se estivesse voltando para a sociedade. É um novo recomeço e pretendo trabalhar com isso", afirmou Ana Cláudia Evangelista"

Jocimara, Sérgio e Ana Cláudia viveram em situação de rua e estão superando os obstáculos. Eles são alguns dos artistas da exposição "Colab Boomerangue", na Casa Porto das Artes Plásticas, no Centro, aberta na noite da última sexta-feira (7). 

Antes da mostra, assistidos da Escola da Vida tiveram cinco meses de oficinas, nas quais produziram carteiras, blocos de notas, brincos, sandálias, colares e camisas customizadas, tudo feito com materiais recicláveis, como retalhos de tecidos, papelão, cordas e linhas. As obras de arte podem ser vistas e compradas na Casa Porto nos dias 11, 12, 13, 14, 18 e 19 de junho, das 12 às 19 horas.

"A expectativa é enorme. Estou muito feliz e orgulhosa com as peças que produzimos. Chegar até aqui é uma vitória pessoal acima de tudo", disse Jocimara da Conceição Genésio, de 42 anos.

Reconhecimento

"Isso é o reconhecimento do nosso trabalho. No futuro, quero passar adiante tudo que aprendi para as pessoas que estejam na mesma situação que estive", explicou Sérgio Marconi Nunes da Silva, 49.

Recomeço

"Vim do Rio de Janeiro para cá e estava muito desanimada. Esse projeto é como se estivesse voltando para a sociedade. É um novo recomeço e pretendo trabalhar com isso", afirmou Ana Cláudia Evangelista, de 40 anos.

Guiomedce Paixao

Casa Porto Boomerangue

Exposição foi aberta na Casa Porto na última sexta (7) e reuniu assistidos e profissionais da Escola da Vida

Guiomedce Paixao

Casa Porto Boomerangue

Obras de arte podem ser vistas e compradas na Casa Porto nos dias 11, 12, 13, 14, 18 e 19 de junho, das 12 às 19 horas

Resíduos

"A ideia central do nosso trabalho é o reaproveitamento de materiais que normalmente são descartes industriais, além de trabalhar com três grandes economias, chamadas de "3 C". A Colaborativa, porque tem vários atores trabalhando juntos, sejam os assistidos, os oficineiros e os profissionais da Escola da Vida; a Criativa, que é a parte intelectual, expressando o que tem de melhor dentro da sua possibilidade; e a Circular, que é a parte do resíduo. Minimizamos a extração de recursos e matérias-primas, contribuindo para o não aumento da poluição", explicou a ecodesigner social Julia Tedesco.

Visão empreendedora

"O mais impressionante é que os próprios assistidos começaram a enxergar a possibilidade de empreender e de geração de renda, e eles pudessem superar a situação em que eles estavam. Muito mais que produzir algo artesanal, eles passaram a ter uma visão empreendedora, de como se relacionar com seu cliente, como montar uma coleção, construir algo que atendesse à necessidade de seu mercado com algo que poderia ir para o lixo", comentou Diego Cavaleiro Andante, escritor e poeta da Escola da Vida.

Autoestima

"A partir dessa exposição, os assistidos conseguem se ver em outro lugar, sem o lugar que a sociedade às vezes coloca cada um, de preconceito e discriminação. Aqui ele se vê como artista e alguém importante. Ele se fortalece enquanto ser humano, além de melhorar a autoestima", disse o gerente da Escola da Vida, Luiz Melo.

Transformação

"Nós temos o dever ético e o compromisso de construir alternativas para todos. Construir políticas públicas para as pessoas em situação de rua é afirmar a cidadania e a dignidade. Vocês (assistidos) estão conseguindo transformar os resíduos em arte. Isso é uma nova possibilidade de empreender e dialogar com a sustentabilidade e com o meio ambiente", disse o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Bruno Toledo.

Autonomia

"O projeto Colab Boomerangue vem trazer justamente um novo significado na vida de cada um dos assistidos. Oferece a inclusão deles na sociedade como seres participantes nesse momento tão difícil de reconstruir suas vidas, pois ainda vivem à margem da sociedade. Com o projeto, eles voltam a ter uma nova perspectiva de vida", ponderou a subsecretária de Proteção Social Especial, Anabel Araújo Gomes Pereira.

Ressignificação

"Esse projeto tem toda uma simbologia e uma ressignificação na vida de cada um. Durante esse período,  eles desenvolveram suas aceitações, a criatividade e uma nova visão com a convivência, o diálogo e o respeito dentro desse contexto, saindo mais fortalecidos", disse a secretária de Assistência Social, Iohana Kroehling.

Guiomedce Paixao

Casa Porto Boomerangue

"Construir políticas públicas para as pessoas em situação de rua é afirmar a cidadania e a dignidade", disse o secretário Bruno Toledo

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Casa Porto Boomerangue

"Esse projeto tem toda uma simbologia e uma ressignificação na vida de cada um", afirmou a secretária Iohana Kroehling


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