Introdução

Codesa

O Complexo Portuário do Espírito Santo, maior da América Latina, é de suma importância para o desenvolvimento regional do Estado. Pelos portos capixabas são escoados 33,2% do volume e 9,5% do valor de todas as mercadorias exportadas pelo país. Sua completa estrutura de apoio à importação e exportação de todo tipo de carga foi desenvolvida e construída de forma sistemática ao longo de muitos anos, tornando a região a de maior movimento de carga do Brasil.

O Estado é dotado de uma completa infra-estrutura de transporte rodoviário, ferroviário e marítimo, além de cinco modernas Estações Aduaneiras de Interior (EADI), utilizadas para armazenagem de cargas. Essa estrutura lhe permite atender a todo o Estado, além de receber parte da produção de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia. Esta situação coloca a região portuária do Espírito Santo na rota de grandes investimentos, estimulando a geração de novos negócios e o aumento no volume de cargas transportadas.

Segundo o Instituto de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento Jones dos Santos Neves (IPES), os investimentos previstos, para o Espírito Santo no período 2003-2008 chegam a 2,33 bilhões para os terminais portuários, aeroporto e armazenagem. No município de Vitória, os investimentos para o mesmo segmento somam R$ 482,3 milhões.

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou investimentos de US$ 21,14 milhões (cerca de R$ 61 milhões) no Complexo Portuário de Tubarão e no Terminal de Vila Velha, até 2006. Os investimentos têm como objetivo a manutenção da participação na movimentação de carga geral (contêineres, soja e fertilizantes), bem como a ampliação da capacidade de embarque e desembarque nos navios.

A movimentação de cargas nos portos capixabas cresceu, no primeiro semestre de 2003, de forma significativa, em comparação com mesmo período do ano passado (69,8%), não havendo categoria de uso com redução no volume embarcado. Atribui-se este fato à abertura comercial e aos novos negócios realizados com países que não possuíam relações comerciais freqüentes com empresas capixabas e de outros estados, que se utilizam da logística de transporte do Espírito Santo. Outro fator importante foi o crescimento no número de navios que antes não atracavam em portos capixabas.

A presença de uma das mais completas e competitivas redes de serviços voltados ao transporte marítimo de cargas, aliada a presença maciça dos maiores transportadores mundiais e um complexo portuário eficiente, integrado ao modal rodoferroviário, justifica a vocação de Vitória para o comércio internacional. Ao todo, são dois portos públicos - Portos de Vitória e Barra do Riacho (ou Portocel) - e quatro portos privados - Tubarão, Praia Mole, Regência, e Ubu que dinamizam a logística da cidade.

Movimentação de Cargas no Porto de Vitória - 1998 / 2001 - R$ 1.000,00

LOCALIZAÇÃO DO CAIS

1998

1999

2000

2001

Cais Comercial de Vitória

610.183

588.880

625.019

684.063

Cais de Capuaba

1.837.572

824.579

1.133.594

917.913

Cais de Paul

518.051

     

Terminal de Vila Velha - TVV

354.993

1.489.673

1.773.224

1.586.897

Peiú

 

409.746

527.599

270.785

Terminal Ilha do Príncipe

23.063

20.086

27.108

23.166

Terminal de Granéis Líquidos

301.520

210.506

168.601

122.589

Paul / CVRD

1.739.679

1.845.887

2.081.203

1.838.232

Companhia Portuária Vila Velha - CPVV

   

29.377

124.352

TOTAL

5.385.061

5.389.357

6.365.725

5.575.565

Cais CODESA

2.965.806

1.413.459

1.758.613

1.609.543

Terminais Arrendados

2.419.255

3.975.898

4.607.112

3.966.021

Fonte: CODESA - Relatório Gestão 2001


Introdução | Vitória | Capuaba | Paul | Flexibrás | São Torquato | CPVV
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