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Termina Regata Eldorado Brasilis

Antonio Carlos Nascimento

Normandie foi recepcionado por lanchas do Iate Clube

 
Após 11 dias de competição, chega ao final a Regata Eldorado Brasilis, que saiu de Vitória no último dia 20, com destino à ilha de Trindade. O veleiro Normandie, do iatista Jadir Serra, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, nesta segunda-feira (31), às 11 horas, em frente à marina do Iate Clube do Espírito Santo (Ices). A embarcação foi recepcionada e escoltada por duas lanchas do Ices, que foram ao seu encontro a aproximadamente 8 milhas da ponta de Tubarão.
 

Antonio Carlos Nascimento

Cruzando a linha de chegada

Albatroz levou o troféu

Velejando a uma velocidade média de seis nós (cerca de 10 km/h), o
Normandie, de Jadir Serra, foi acompanhado até o porto de Tubarão
pelo rebocador da Marinha, Triunfo, que saudou a tripulação do
Normandie e retornou para alto-mar a fim de escoltar o Albatroz, da
Escola Naval, e o Mar Sem Fim, da Rádio Eldorado.

O recorde da prova, no entanto, ficou com o veleiro Albatroz, da Escola
Naval do Rio de Janeiro, comandado por Luciano Lunardelli Salomon.
Apesar de ter chegado depois do Normandie, que recebeu a "fita azul"
(primeiro a cumprir o trajeto), os cariocas faturaram o troféu assim que
foram feitas as correções de tempo exigidas pelo regulamento da
regata.

O Sophie, do velejador solitário Franco Sonegheti, só chegou a Vitória no dia 3 de fevereiro, um dia antes do prazo máximo estabelecido pelo regulamento. Mesmo assim, foi premiado com a terceira colocação na classe Bico de Proa. Em segundo lugar, na categoria cruzeiro, chegou o veleiro Mar Sem Fim, que aportou no Ices logo após o Albatroz.

Já próximo à linha de chegada, o capitão do Normandie solicitou auxílio ao ICES para, após cruzar a linha de chegada, providenciar o rebocamento da embarcação até o cais devido a problemas no motor. Segundo o capitão Serra, o eixo foi deslocado por algum objeto que se prendeu nas pás da hélice.

Coletiva

Antonio Carlos Nascimento  

Festa e champagne


Ao desembarcarem no Iate Clube, a tripulação foi recebida pela organização do evento com fogos de artifício e champagne, seguidos de entrevista coletiva concedida à imprensa.

Para Jadir Serra, capitão do Normandie, a Regata superou as expectativas de toda a tripulação. "A beleza de Trindade é muito maior do que aquilo que se vê nas fotografias", afirmou.

Sobre as dificuldades encontradas durante a competição, Serra destacou a falta de ventos na primeira etapa da prova, a perda de algumas velas e problemas com o gerador. A volta, no entanto, foi melhor no que diz respeito aos ventos. "Quem conseguiu fazer a melhor previsão do tempo levou a melhor", explicou Jadir. "Nós optamos por ficar mais ao norte, pois a tendência aqui é do vento nordeste. E acertamos na escolha", contou o capitão.

Antonio Carlos Nascimento

Coletiva à imprensa

Em relação à tática utilizada, Serra ressaltou que teve problemas em se esquivar do seu principal adversário, o Albatroz, já que a todo momento passavam a posição da embarcação para o rebocador da Marinha. "Quando fazíamos isso, eles mudavam a direção e vinham para o nosso rumo".

Ao ser questionado sobre as desistências do Fuga II e do Josephina, Jadir falou que se estivesse no comando do Fuga não abandonaria a prova. Para ele, a transferência do tripulante poderia ter sido feita jogando o tripulante enfermo na água, com um colete salva-vidas, para que o rebocador fizesse o resgate. "A Marinha tem condições para fazer isso", afirmou. Quanto ao Josephina, Jadir achou que a desistência foi a atitude mais correta.

Finalizando a coletiva, Serra garantiu que a Regata Eldorado Brasilis tem tudo para "pegar". "Foi assim que começou a Regata Recife – Fernando de Noronha, que hoje tem número limitado de participantes. A Eldorado Brasilis é a mais longa, a que exige mais técnica e, portanto, a mais importante do país. E certamente nós estaremos aqui, no próximo ano, para participar novamente", concluiu Jadir.

Premiação

Elizabeth Nader  
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Organização foi premiada

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Prefeito entrega troféu


A entrega dos prêmios foi realizada nesta terça-feira (01), às 20 horas, em coquetel promovido pelo Iate Clube do Espírito Santo. Na ocasião, os velejadores também receberam a premiação relativa ao concurso fotográfico da Regata.

As fotos vencedoras das três categorias (Regata, Submarina e Ilha de Trindade) foram do Normandie, premiado com R$ 3 mil. Em segundo lugar, ficou o veleiro da Escola Naval, Albatroz, que recebeu R$ 1,2 mil. A terceira colocação foi para a tripulação do Mar Sem Fim, que ganhou R$ 600, 00.

Também receberam premiações pela participação na Regata as tripulações dos veleiros Fuga II e Josephina, que foram obrigados a abandonar a prova ainda na primeira etapa. (Renato Moreira)

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