O Sophie, do velejador solitário Franco Sonegheti, só chegou a
Vitória no dia 3 de fevereiro, um dia antes do prazo máximo estabelecido pelo
regulamento. Mesmo assim, foi premiado com a terceira colocação na classe Bico de Proa.
Em segundo lugar, na categoria cruzeiro, chegou o veleiro Mar Sem Fim, que aportou no Ices
logo após o Albatroz.
Já próximo à linha de chegada, o capitão do Normandie solicitou auxílio ao ICES
para, após cruzar a linha de chegada, providenciar o rebocamento da embarcação até o
cais devido a problemas no motor. Segundo o capitão Serra, o eixo foi deslocado por algum
objeto que se prendeu nas pás da hélice.
Coletiva
| Antonio Carlos Nascimento |
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Festa e champagne |
Ao desembarcarem no Iate Clube, a tripulação foi recebida
pela organização do evento com fogos de artifício e champagne, seguidos de entrevista
coletiva concedida à imprensa.
Para Jadir Serra, capitão do Normandie, a Regata superou
as expectativas de toda a tripulação. "A beleza de Trindade é muito maior do que
aquilo que se vê nas fotografias", afirmou.
Sobre as dificuldades encontradas durante a competição,
Serra destacou a falta de ventos na primeira etapa da prova, a perda de algumas velas e
problemas com o gerador. A volta, no entanto, foi melhor no que diz respeito aos ventos.
"Quem conseguiu fazer a melhor previsão do tempo levou a melhor", explicou
Jadir. "Nós optamos por ficar mais ao norte, pois a tendência aqui é do vento
nordeste. E acertamos na escolha", contou o capitão.
Antonio Carlos
Nascimento |
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Coletiva à
imprensa |
Em relação à tática utilizada, Serra ressaltou que teve
problemas em se esquivar do seu principal adversário, o Albatroz, já que a todo momento
passavam a posição da embarcação para o rebocador da Marinha. "Quando fazíamos
isso, eles mudavam a direção e vinham para o nosso rumo".
Ao ser questionado sobre as desistências do Fuga II e do
Josephina, Jadir falou que se estivesse no comando do Fuga não abandonaria a prova. Para
ele, a transferência do tripulante poderia ter sido feita jogando o tripulante enfermo na
água, com um colete salva-vidas, para que o rebocador fizesse o resgate. "A Marinha
tem condições para fazer isso", afirmou. Quanto ao Josephina, Jadir achou que a
desistência foi a atitude mais correta.
Finalizando a coletiva, Serra garantiu que a Regata
Eldorado Brasilis tem tudo para "pegar". "Foi assim que começou a Regata
Recife Fernando de Noronha, que hoje tem número limitado de participantes. A
Eldorado Brasilis é a mais longa, a que exige mais técnica e, portanto, a mais
importante do país. E certamente nós estaremos aqui, no próximo ano, para participar
novamente", concluiu Jadir.
Premiação
| Elizabeth Nader |
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Organização foi
premiada |
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Prefeito entrega
troféu |
A entrega dos prêmios foi realizada nesta terça-feira (01), às 20 horas, em coquetel
promovido pelo Iate Clube do Espírito Santo. Na ocasião, os velejadores também
receberam a premiação relativa ao concurso fotográfico da Regata.
As fotos vencedoras das três categorias (Regata, Submarina
e Ilha de Trindade) foram do Normandie, premiado com R$ 3 mil. Em segundo lugar, ficou o
veleiro da Escola Naval, Albatroz, que recebeu R$ 1,2 mil. A terceira colocação foi para
a tripulação do Mar Sem Fim, que ganhou R$ 600, 00.
Também receberam premiações pela participação na
Regata as tripulações dos veleiros Fuga II e Josephina, que foram obrigados a abandonar
a prova ainda na primeira etapa. (Renato Moreira)
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