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Pontuação
Parênteses
- Este sinal () é usado em orações
intercaladas e incidentes: "Corri ao ilustre ateniense,
para levantá-lo, mas (com dor o digo) era tarde:
estava morto, morto pela segunda vez." (Machado de
Assis, Uma visita de Alcibíades.) O acordo de 1943
diz que o sinal de pontuação deve marcar-se
depois dos parênteses, sempre que a pausa coincidir
com o início da oração incidente. Mas
quando a frase inteira ou qualquer unidade se achar encerrada
pelos parênteses, coloca-se dentro destes a pontuação
competente. Portanto, não há simultaneamente
pontos-finais antes e depois dos parênteses. Havendo
um ponto antes, o seguinte virá antes do segundo
parêntese.
Pontuação
com ETC. - Etc. é abreviatura da expressão
latina et cetera (ou caetera) que significa 'e outras coisas',
'e outros', 'e assim por diante': Comprou livros, revistas,
etc.
Pontuação
nos títulos e cabeçalhos - Todos os cabeçalhos
e títulos são encerrados por pontos-finais.
Não há uniformidade quando ao uso desta pontuação,
mas é de bom tom seguir o que determina a ortografia
oficial vigente. Isso embora muita gente considere mais
estético não pontuar títulos. Em jornalismo,
por exemplo, não se usa a pontuação
de titulação.
Ponto
de exclamação - Quase sempre desnecessário
em texto jornalístico. Só deve ser usado em
declarações enfáticas, e sempre entre
aspas.
Ponto-e-vírgula
- Indica pausa maior que a vírgula e menor que o
ponto. Emprega-se nos seguintes casos: A) para separar orações
coordenadas não unidas por conjunção,
que guardem relação entre si: a represa está
poluída; os peixes estão mortos. B) para separar
orações coordenadas, quando pelo menos uma
delas já tem elementos separados por vírgula:
o resultado final foi o seguinte: 20 deputados votaram a
favor da emenda; 39, contra. C) para separar os diversos
itens de uma enumeração, principalmente quando
há vírgulas em seu interior: Compareceram
ao evento: Herbert de Souza, o Betinho, cientista social;
Paulo Santos, historiador; Marcos Tavares, economista, e
Antônio Rocha, cientista político.
Travessão
- O travessão (-) não passa de um hífen
prolongado e tem os seguintes empregos: 1) liga palavras
ou grupos de palavras que formam encadeamentos vocabulares:
O percurso Rio - São Paulo. A estrada de ferro Rio
Grande do Sul - São Paulo. 2) substitui parênteses,
vírgulas e dois pontos em alguns casos: "...vendo
naquela paz de claustro católico como um recanto
da pátria recuperada - o abrigo e a consolação
- rolaram-me das pálpebras duas lágrimas mudas."
(Eça de Queiroz, O Mandarim.) 3) indica dialogação,
mudança de interlocutor: "Imagino Irene entrando
no céu: - Licença, meu branco! E São
Pedro bonachão: - Entra, Irene. Você não
precisa pedir licença." (Manuel Bandeira, Irene
no Céu.) 4) evita a repetição de um
termo já mencionado: Assis (Joaquim Maria Machado
de -) 5) dá ênfase e realce à palavra
ou pensamento que segue: "Só há um caminho
para a conquista da natureza, dos homens, de si mesmo: -
saber. Não há outro meio de o conseguir: -
querer. (Afrânio
Peixoto)
Vírgulas
- Como as pessoas erram demais neste ponto, vamos repetir
aqui as regras gerais já deixadas na redação
do GAB-COM. Devemos usar vírgulas para:
1 - Separar palavras da mesma classe. Exemplo: "A casa
tem três quartos, dois banheiros, três salas
e um quintal".
2 - Para separar vocativos. Exemplo: "Minha filha,
não seja precipitada."
3 - Para separar apostos. Exemplo: "Brasília,
Capital da República, foi fundada em 1960."
4 - Para separar palavras e expressões explicativas,
retificativas ou continuativas. Exemplos: "Gastamos
R$ 1 mil, isto é, tudo o que tínhamos".
"Ela não pôde vir, ou melhor, não
quis vir". "Quer dizer que você, então,
não mais verá o Festival de Monólogos?"
5 - Para separar orações coordenadas assindéticas.
Exemplo: "O tempo não pára no porto,
não apita na curva, não espera ninguém."
6 - Antes de todas as conjunções coordenativas,
menos e e nem aditivas (o e, quando equivale a mas, exige
anteposição de vírgula). Exemplos:
"Eu queria falar, mas não conseguia". "Cumprimos
nossa obrigação, logo nada temos a temer"
. "Não chore, que será pior."
7 - Depois do elemento coordenativo e correlativo de não
só. Exemplo: "Lars Grael não só
pediu, mas exigiu Justiça."
8 - Para separar todas as conjunções adversativas
e conclusivas no meio da frase. Exemplo: "Estou triste;
não estou, porém, decepcionado."
9 - Antes da conjunção e, quando os sujeitos
forem diferentes. Exemplo: "O homem vendeu o carro,
e a mulher protestou." No caso, "homem" é
sujeito de "vendeu", e "mulher" é
sujeito de "protestou".
10 - Antes de e e nem repetidos. Exemplos: "Ele chegou,
e gritou, e esbravejou, e esperneou, e morreu." Ela
não é lindíssima, nem elegante, nem
inteligente, nem educada, mas é a mais nova loura
do Tcham."
11 - Para separar o nome da localidade, nas datas. Exemplo:
"Vitória, 5 de junho de 2000."
12 - Depois de qualquer termo da oração que
apareça fora do seu lugar normal. Exemplo: "As
laranjas, você chegou a comprar?"
13 - Para separar qualquer oração que venha
antes ou no meio da principal. Exemplos: "Quando o
prefeito voltar, avise-nos imediatamente". "O
artista que ficou satisfeito com a sua obra, faltou à
vocação".
14 - Para separar orações adverbiais explicativas.
Exemplo: "Vitória, que é Capital do Espírito
Santo, é conhecida como Cidade Presépio."
15 - Para separar adjuntos adverbiais longos. Exemplo: "
Depois de algumas semanas de trabalho árduo, voltamos
para casa."
16 - Para separar todas as palavras repetidas e também
indicar omissão de verbos facilmente subentendidos.
Exemplos: "Mulheres, mulheres, mulheres, quantas mulheres?"
Ou então: "Carmen ficou alegre; eu, muito triste."
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