Samira Gasparini |
Arquivo Seme |
.jpg) |
.jpg) |
| Professores desenvolvem diversas atividades e projetos em sala de aula durante o ano letivo |
Comemoramos ontem (15) o dia daquele que, além de ensinar a ler e escrever, transmite conhecimentos e é um exemplo para crianças e jovens: o professor - profissional essencial na formação humana. O trabalho desenvolvido pelos professores da rede municipal de ensino de Vitória também foi mais uma vez destacado pelo Prêmio Victor Civita, promovido pela Fundação Victor Civita, sendo considerado o maior prêmio do Brasil na área da educação. A rede municipal de ensino de Vitória é formada por mais de quatro mil profissionais que atuam em 95 escolas.
Este ano, foi a vez da professora Maria Helena Klein, responsával pelo projeto institucional “Integração Escolar e Meio Ambiente: Uma Proposta de Intervenção Pedagógica em Defesa do Rio Santa Maria da Vitória”. Professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Francisco Lacerda Aguiar, em São Pedro I, Maria Helena idealizou o projeto que começou em 2002, ano em que ingressou no quadro de professores da Prefeitura de Vitória e foi trabalhar na região da Grande São Pedro.
A secretária de Educação de Vitória, Marlene Cararo, expressou o enorme carinho e gratidão por cada uma, por cada um e por todos que contribuem cotidianamente no trabalho de assessoria, gestão e apoio, para que o processo educativo nas unidades escolares se realize. "Queremos enviar nossa "parabéns" pelo seu dia, parabéns pela trajetória que cada um vai construindo em sua vida profissional e que o(a) fêz chegar nesta Seme”.
A secretária destacou que, “para realimentar nossa caminhada, recorremos a algumas reflexões de Leonardo Boff, intercaladas ao texto abaixo:
" Frente a uma realidade complexa e contraditória (como é hoje a escola e a educação pública brasileira), a virtude principal não é a estabilidade, mas a capacidade de criar estabilidades novas a partir das instabilidades."
O grande desafio hoje para nós, profissionais da educação, "é sermos sujeitos de uma nova civilização" e sermos profissionais de síntese e da síntese.
Como sermos sujeitos de uma nova civilização?
"- ensaiando comportamentos alternativos e enunciando pensamentos criadores;
- organizando-nos ao redor de certas buscas, valores, práticas, sonhos, veneração do Mistério e juntos criarmos visões e
convicções que irradiam uma nova vitalidade em tudo o que pensamos, projetamos, fazemos e celebramos;
- exercitando a capacidade de captarmos totalidades, de termos inteireza, de cultivarmos o mundo interior;
- sendo capazes de acolher e de conviver com o diferente, com a diversidade, com o outro."
Queridos colegas e companheiros de viagem, é preciso prosseguir sempre no caminho, reiniciar a caminhada a cada dia, a cada semana, a cada bimestre, a cada ano letivo, a cada novo desafio, lembrando sempre que "nossa síntese nunca é completa, pois nunca exaurimos nossa misteriosa profundidade".
Para a estudante Yanne Freitas Silva Cota, de 12 anos, aluna do 6º período, o professor é um exemplo . Já pensou em ser professora e é um eprsonagem comum em suas brincadeiras. "Tenho boas lembranças das minhas professoras, em especial, a de Português que é muito divertida.
História
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras". Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como "Caetaninho". O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a idéia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase " Professor é profissão. Educador é missão". Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias". (Rosa Blackman)
Samira Gasparini |
.jpg) |
.jpg) |