Eles são chamados de Geana, Carlos Eduardo, Thaís e Gustavo ou ainda de “Gegê, Dudu, Tatá e Gu. Se os nomes vão diminuindo e tomam forma de apelido, os sonhos vão aumentando com o tempo. São irmãos e primos e moram no bairro Resistência. Thaís acordou às sete da manhã, ajudou a organizar a casa, preparou com a mãe o almoço dos três irmãos. Ela é a responsável por arrumá-los para levar à escola. No rosto, o sorriso de quem quer ser modelo: “Eu quero ser modelo e conhecer o mundo todo”.
Conhecer o mundo é coisa que criança faz muito bem. Desde o momento em que nasce, toda criança se torna cidadã. Com Thaís essa cidadania demorou um pouco para chegar. Até 2007, ela morava em uma creche desativada, sem água encanada e energia elétrica, mas a família agora é beneficiária do projeto Moradia e, hoje, tem uma casa digna para abrigar e fazer crescer seus muitos sonhos.
Carlos Antolini |
.jpg) |
.jpg) |
| Geana, Carlos Eduardo, Thaís e Gustavo ganharam casa nova por meio do Projeto Moradia |
Desde 1959, a Declaração Universal dos Direitos da Criança assegura que todas as crianças tenham direitos iguais. Elas não podem sofrer distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição.
Casa, comida e remédio não podem faltar. Toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, tem direito a crescer e se desenvolver contando com habitação digna. “Desde que viemos para essa casa nossa vida mudou muito. As crianças estão mais felizes, os amigos vêm aqui e a gente tem uma vida melhor”, conta a dona-de-casa Gracimara Silva, beneficiária do programa Moradia.
A moradia digna é muito importante para garantir que outros direitos que constam da Declaração Universal dos Direitos da Criança sejam exercidos, como por exemplo as condições para se desenvolver física, mental, moral, espiritual e socialmente, com liberdade e dignidade.
O artigo terceiro diz que “A criança tem direito à alimentação, lazer, moradia e serviços médicos adequados”. A legislação municipal trabalha para garantir esse direito priorizando famílias de baixa renda e com maior número de membros em seus projetos habitacionais. Assim, a gente ajuda a Thaís a ser um modelo de cidadã e a lutar pelo direito de apenas brincar até chegar o dia de escolher de fato uma profissão. (Rejane Gandini)
|