Para comemorar o bicentenário da indústria brasileira, a antiga fábrica de Juta, em Jucutuquara, será palco da exposição 200 anos de Indústria no Brasil – de 1808 ao século 21. A mostra apresenta em 320 peças a evolução da indústria nacional e do Estado, a sua contribuição para as transformações da sociedade brasileira nos últimos dois séculos.
Samira Gasparini |
.JPG) |
.JPG) |
Depois de passar por Rio de Janeiro e Brasília, e ter sido vista por quase 70 mil pessoas, a exposição chega a Vitória, onde ficará em cartaz desta quarta-feira (17) até 19 de outubro, das 10h às 20h, de terça a domingo. A mostra já é considerada um marco para o Espírito Santo.
Segundo o curador, Julio Heilbron, ela vai colocar o Estado no circuito internacional de exposições. "O Museu Histórico Nacional cedeu duas peças exclusivas para Vitória por reconhecer esse potencial e por causa dessa exposição outras grandes estão sendo pensadas", disse.
Samira Gasparini |
.JPG) |
.JPG) |
As peças são provenientes de acervos de 34 museus, empresas colecionadores particulares. Entre os destaques, estão vestimentas de vários períodos: um par de sapatos de 1862, produto brasileiro ganhador do primeiro prêmio internacional do país, e até mesmo um avião, o paulistinha, uma bem-sucedida invenção da indústria nacional, de 1940, que vendeu mais de 770 unidades.
Industrialização
Dividida em 10 módulos, a mostra apresenta objetos e máquinas que indicam mudanças de costumes, materiais que modificaram a moda, os gestos e até a maneira de andar. Uma visão panorâmica da produção industrial nesses dois séculos é feita com recursos audiovisuais, por meio de exibição de seqüências de filmes, cartazes e fragmentos de músicas de diferentes épocas.
Samira Gasparini |
.JPG) |
.JPG) |
Os anos 30, conhecidos por uma política industrial nacionalista, estão retratados através de máquinas utilizadas na Chocolates Garoto, como o misturador de recheio e a máquina de lamparina, muitas fotos de fábricas e seus operários; e o primeiro transmissor de rádio dão bem a dimensão das transformações sociais por que passaram os brasileiros.
Na década de 40, grandes companhias nacionais surgem no cenário econômico, como a CSN e a Vale do Rio Doce e a arquitetura brasileira ganha destaque internacional. Nesta parte da exposição são apresentados o baleiro, encontrado em pontos de bonde e comércio de Vitória, o avião paulistinha e o microfone Aiwa.
Samira Gasparini |
.JPG) |
.JPG) |
Já nos módulos relativos aos anos 50 e 60, apresentam a volta de Vargas ao poder em 1951, marcada pelo desenvolvimento industrial. Nos anos 70 e 80, o setor gráfico avança com novas tecnologias de impressão e acabamento. Imagens de gráficas, a serra circular utilizada no Senai Vitória nas aulas de carpintaria ganham destaque neste período.
Sons, Música e Teatro
Para criar um clima de época, os organizadores da exposição colocarão 20 colunas com reproduções de músicas e sons. Logo à entrada, ruídos de fábricas. Para as crianças um grupo de atores, vestidos com roupas de época e representando trabalhadores e tipos comuns, fará esquetes percorrendo os módulos, explicando o momento histórico e as conquistas de cada período.
Por todo esse cenário e por enfatizar, pela primeira vez, o desenvolvimento industrial relacionado com evolução social e os costumes de cada época, a mostra é considerada a maior já realizada no Estado.
Samira Gasparini |
.JPG) |
.JPG) |
A mostra 200 anos de Indústria Brasileira, de 1808 ao séc. XXI, é uma realização da Federação das Indústrias do Espírito Santo, com o apoio da CNI, da Companhia de Desenvolvimento de Vitória, da Prefeitura de Vitória, da ArceloMittal, da Vale, da Garoto, da Aracruz, da Samarco, da Coroa, do Bandes, do Banco do Nordeste e do Sebrae-ES. (Deyvison Longui)
Samira Gasparini |
.JPG) |
.JPG) |
|