| Carlos Antolini |
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| Valcemir Patrício do Santos disse que as mulheres devem denunciar sem medo a violência doméstica |
A partir desta segunda-feira (07), às 10 horas, os moradores de Vitória poderão contar com a Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O Juizado - que será instalado na Casa do Cidadão, em Maruípe - é uma reivindicação de movimentos em defesa da mulher.
O Juizado será instalado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Frederico Guilherme Pimentel e pelo diretor do Fórum, juiz Carlos Simões, e contará com a presença do governador Paulo Hartung, secretário de Reforma do Judiciário, Rogério Favreto, além de autoridades do Poder Judiciário, da Assembléia Legislativa e da Prefeitura de Vitória.
Segundo o secretário de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid), Antônio Caetano Gomes, entende que poderá ser mais acelerado o alcance de resultados no combate à violência contra a mulher. "A instalação do Juizado vai promover uma união de esforços e o encaminhamento de questões específicas de proteção à integridade da mulher”, disse.
Antônio Caetano destaca que a Semcid já conta com o Centro de Atendimento às Vítimas de Violência e Discriminação (Cavvid), que funciona desde 2006 disponibilizando atendimento social, psicológico e jurídico às mulheres que decidem denunciar a agressão sofrida.
Atribuições
Com atribuições de uma Vara Criminal, a unidade vai receber especificamente processos relativos aos casos de violência contra a mulher, conforme prevê a Lei Maria da Penha. As denúncias continuarão sendo feitas na Delegacia Especializada da Mulher (DEAM), como também no Cavvid, que funciona na Casa do Cidadão.
A Lei Maria da Penha prevê a detenção de três meses a três anos para os agressores. Entre as medidas, estão previstas também a saída do agressor do domicílio e até a proibição de aproximação da mulher agredida. A lei homenageou Maria da Penha Fernandes, que sofreu violência durante seis anos e foi vítima de tentativa de homicídio por duas vezes pelo próprio marido. O tema foi enfocado durante o Seminário Conhecer para Fazer Valer, realizado nesta quinta-feira (03), pela Gerência de Políticas de Gênero da Semcid.
As mulheres que sofrem violência podem acionar a Justiça por meio de um advogado particular ou pela Defensoria Pública Estadual. Já o acusado de praticar violência contra a mulher pode ser denunciado na Justiça pelo Ministério Público.
Convênio
O Tribunal de Justiça faz a instalação da Vara após assinar um convênio no Palácio do Planalto, em Brasília, no final de junho, com o Ministro da Justiça Tarso Genro. O Poder Judiciário Estadual vai receber, ao longo de 18 meses, cerca de R$ 900 mil. São recursos provenientes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania ((PRONASCI), que prevê ações preventivas contra a violência e a criminalidade.
Mitos sobre a violência doméstica
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1 – A violência doméstica ocorre muito esporadicamente |
2 – A violência doméstica é um problema exclusivamente familiar: roupa suja se lava em casa |
3 – A violência só acontece entre as famílias de baixa renda e pouca instrução |
4 – As mulheres provocam ou gostam da violência |
5 – A violência só acontece nas famílias problemáticas |
6 – Os agressores não sabem controlar suas emoções |
7 - Se a situação fosse realmente tão grave, as vítimas abandonariam logo seus agressores |
8 – É fácil identificar o tipo de mulher que apanha |
9 – A violência doméstica vem de problemas com o álcool, drogas, ou doenças mentais |
10 – Para acabar com a violência basta proteger as vítimas e punir os agressores. |
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