Kadidja Fernandes |
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| A cooperação interfederativa vai permitir o aumento da capacidade do Porto de Vitória |
Uma cooperação interfederativa – entre o Governo Federal e a Prefeitura de Vitória - busca resolver dois problemas na cidade: a circulação viária na área central da capital e o aumento da capacidade do Porto de Vitória. A Codesa apresentou ao Governo Federal um projeto de expansão da plataforma operacional do Porto de Vitória e de recuperação estrutural do cais e da avenida Beira-Mar. Com a obra, que deve ter recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a plataforma será alargada em 20 metros e o calado passará a ter 12,5 metros, tornando o porto mais competitivo.
O projeto conceitual foi aprovado na semana passada pela Casa Civil, que considerou para análise as propostas de melhoria de circulação viária apresentadas pela Prefeitura de Vitória, por meio do Portal Sul. Uma das mudanças previstas é a construção de uma entrada exclusiva para o Porto de Vitória, que hoje concorre com o tráfego local para o transporte de carga até os armazéns, grande parte deles localizada no município de Cariacica.
As obras de ampliação da plataforma favorecerão a implantação do projeto municipal de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a utilização de área subterrânea no trecho. “A ampliação da plataforma ajuda a viabilizar o projeto de mobilidade urbana da PMV, o que, por sua vez, contribui para a expansão do porto, ao criar as condições viárias para o seu crescimento”, afirmou o diretor-presidente da Codesa, Angelo Baptista. Para o prefeito João Coser, além de “resolver o problema de circulação, a obra do Porto é importante porque, aumentando a capacidade do porto, traz mais investimentos e empregos para cidade”.
Detalhes
Baptista e Coser participaram, na tarde desta segunda-feira (23), de coletiva à imprensa sobre o assunto. Segundo Baptista, o projeto consiste na ampliação, em 20 metros de largura, da plataforma dos berços comerciais 101 a 104, localizados do lado de Vitória e que hoje apresentam restrições de calado. Isso favorecerá pequenos e médias empresas que atualmente utilizam navios menores e pagam frete alto, o que compromete a competitividade delas.
Perspectiva da avenida Beira-Mar |
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| A cooperação interfederativa vai permitir também a ampliação da avenida Beira-Mar |
Todos os berços passarão a ter 12,5 metros de profundidade, favorecendo, por exemplo, a conteinerização – tendência atual dos portos. A restrição de calado compromete a receita do cais comercial em Vitória. De acordo com o diretor-presidente da Codesa, em 2007, os quatro berços totalizaram uma receita anual de R$ 5,7 milhões, inferior à do berço de Capuaba, em Vila Velha, que foi de R$ 6 milhões. Com a obra, a Codesa estima que a capacidade do Porto de Vitória, atualmente de 700.000 toneladas, aumentará em quase três vezes, passando para 2 milhões de toneladas/anuais.
Também faz parte do projeto a melhoria na bacia de evolução, espaço utilizado pelo navio para realizar o giro e atracar no cais. Hoje, esse espaço é restrito, dada o risco de se escavar o talude da beira-mar. A solução encontrada foi um novo aterro de 20 metros de largura, com a utilização de estacas-pranchas para estabilizar o talude. Com isso, a prefeitura terá uma área livre para alargamento da via pública e de calçadão. Segundo o prefeito, ainda está em estudo o destino dessa área, que será debatido com a cidade.
Segundo Angelo Baptista, para a viabilizar o projeto de ampliação da capacidade do porto, a Codesa deverá agora contratar projeto básico de engenharia e obter a licença ambiental para a obra. Ele prevê que essa etapa deva durar um ano. Para ele, os recursos do PAC devem ser liberados a partir de meados de 2009 e a obra deve ter duração de 1 ano e meio.
A expansão da plataforma comercial do Porto de Vitória representa uma mudança de escopo no projeto para melhorar as suas condições. Inicialmente, o projeto era apenas o de recuperação estrutural do cais comercial, para o qual estão garantidos R$ 20 milhões, recursos do PAC. “Entendemos que a contenção não era suficiente para atender às necessidades do porto e da cidade”, explicou o presidente da Codesa. No novo projeto, deve ser investido um total de R$ 80 milhões. (Texto - Angèle Murad / Coordenação de arquivo fotográfico - Elane Couto Uliana / Coordenação de fotografia - Carlos Antolini / Edição - Carlos Alberto Batista)Texto - Angèle Murad)
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