| Marcos Salles |
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O governador em exercício, Ricardo Ferraço, e o prefeito João Coser assinam, nesta quinta-feira (15), às 18 horas, no Palácio Anchieta, convênio para cessão de uso ao Município do imóvel onde está instalado o Museu do Negro (Mucane), na avenida República, Centro. A proposta da Prefeitura é restaurar o imóvel, construído em estilo eclético em 1912, e dotá-lo de condições adequadas de funcionamento, promovendo as diversas expressões da cultura negra.
A edificação, identificada como de interesse de preservação, vai ganhar um anexo destinado à realização de oficinas, conforme projeto básico conceitual, elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), atendendo à solicitação da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid). Para isso, serão demolidos os vários anexos construídos ao longo dos anos e que descaracterizaram a edificação.
| Divulgação |
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A proposta preliminar, a ser discutida pela comunidade negra, prevê a construção, no prédio antigo, de miniauditório com aproximadamente 80 lugares, sala para exposições temporárias, café e recepção (no térreo) e área de exposição para o Museu do Negro (primeiro pavimento). Já o anexo terá três pavimentos. Estão previstos, no térreo, elevador, duas salas de múltiplo uso, sala para administração, sanitários públicos, área de serviço, área livre coberta/descoberta para eventos externos, além de jardim.
O primeiro pavimento do anexo deve abrigar duas salas de múltiplo uso, copa para funcionários e sanitários públicos. Mais duas salas devem ser construídas no segundo pavimento, que terá ainda dois banheiros públicos e um terraço descoberto. A área total (edifício antigo mais anexo) totaliza cerca de 1.430 metros quadrados. Um mezanino fará a ligação entre o prédio antigo e o anexo.
O próximo passo é a realização, por empresa contratada, dos seguintes serviços: projetos executivos de arquitetura, contemplando registro atual de conservação e dos remanescentes da edificação antiga para embasar a proposta de restauro, projetos complementares (incêndio, hidráulico, elétrico, estrutural etc) e orçamento da obra. Finalizada essa etapa, deverá ser licitada a obra. (Angèle Murad)
Museu do Negro
As ruínas de uma construção onde está o Museu Capixaba do Negro (Mucane), no Parque Moscoso, darão lugar a um novo prédio. A Prefeitura vai reformar o local onde está instalado o símbolo do movimento negro na Capital, após receber do governo estadual a administração do Museu. As obras começam em 2008 e o Mucane será totalmente revitalizado. A intenção é utilizar o espaço para desenvolver políticas voltadas para a promoção da igualdade racial.
| Elizabeth Nader |
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| André Messias (Zumba), reivindica a participação dos movimentos sociais na administração do Mucane |
André Messias (Zumba), 30 anos, do Fórum da Juventude Negra, aprova a iniciativa da Prefeitura. “Esperamos que seja uma referência válida para reparar a dívida histórica que uma sociedade racista tem com o negro após anos de discriminação”. (Janete Carvalho)
O prédio
O prédio do Museu do Negro é um dos remanescentes da arquitetura de estilo eclética que dominou as construções de início do século XX, marcando a passagem da cidade colonial para a “modernidade”. A edificação foi “construída pelo coronel Francisco Schwab, com mourões de estacas de camará, em 1912, ano em que foi aberta a avenida República”, segundo inventário do imóvel de interesse de preservação, elaborado pela Coordenação de Revitalização Urbana da Sedec. Com dois pavimentos, o prédio foi ocupado inicialmente por três famílias, que moravam no primeiro pavimento e instalaram seus comércios no térreo. Lá funcionaram a padaria de Victor Maria Sarlo, a Casa de Couros, da família Dodinger e a farmácia de Júlio Graça.
Em 1923, houve a permuta do prédio com o Estado. Após uma reforma, a edificação abrigou, a partir de 1924, o Correio de Vitória e, mais tarde, o telégrafo. Em 1935, foi sede do antigo Departamento de Estatística Geral. Atualmente, o terreno abriga a edificação original e anexos em precário estado de conservação. No térreo, funcionam a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes e a Cooperativa de Servidores Públicos, enquanto no pavimento superior está instalado o Museu do Negro. (Angèle Murad)
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