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A Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid), por meio do Conselho Municipal de Direitos Humanos, divulgou nesta quarta-feira (07) uma nota de repúdio aos atos de violência contra três moradores de rua que dormiam embaixo de uma marquise e foram assassinados em uma calçada do bairro Horto, na última segunda-feira (05) de madrugada.
Segundo o presidente do Conselho de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza, a intenção é mostrar a posição de uma entidade que está atenta às manifestações de preconceito e discriminação contra a vida daqueles que estão fora do padrão capitalista. “Além disso, não podemos descartar a histórica atuação de grupos de extermínio no Espírito Santo, quando imperava a atuação do crime organizado”.
O Conselho Municipal de Direitos Humanos é formado por 16 entidades, sendo 60% representantes da sociedade civil e 40% do poder público. Nesta quinta-feira (08), às 16h, os membros do Conselho vão se reunir na Semcid em convocação extraordinária. (Janete Carvalho).
CONSELHO MUNICIPAL DE DIREITOS HUMANOS DE VITÓRIA
NOTA DE REPÚDIO
O Conselho Municipal de Direitos Humanos de Vitória vem por meio desta manifestar seu mais profundo repúdio aos bárbaros e condenáveis atos de violência praticados na madrugada de segunda-feira contra três seres humanos, cidadãos moradores de rua brutalmente assassinados. A construção de uma cidade igualitária e mais justa passa pela defesa intransigente da vida humana, seja na esfera das instituições públicas, seja no seio da sociedade civil.
Atos como esse, que em grande parte, são fruto de uma cultura hegemônica de discriminação, de preconceito e desvalorização da vida, especialmente daquelas que estão fora do padrão capitalista, não objetivam apenas ceifar vidas, mas se revestem, sobretudo, de um caráter aniquilador de qualquer humanidade daquelas pessoas e de tantas outras que se encontram nas mesmas condições, em virtude de um sistema de produção perverso e essencialmente desigual.
O Conselho Municipal de Direitos Humanos de Vitória pugna para que este ato seja amplamente rechaçado pela sociedade capixaba, inclusive pelas instâncias de formação da opinião pública, ao mesmo tempo que cobra das autoridades competentes agilidade na investigação, identificação e punição dos envolvidos.
Vitória, 07 de maio de 2008.
Bruno Alves de Souza
Presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Vitória |