Prefeitura constrói baia de ônibus e ciclovias no centro de Vitória

Samira Gasparini
Cerca de 800 metros de calçada e ciclovia já foram concluídos

Um total de 140 metros da faixa da direita da avenida Getúlio Vargas, entre a rua Presidente Pereira e a avenida República, foi interditado. No local - utilizado como estacionamento - a Prefeitura de Vitória construirá uma baia de ônibus, com capacidade para a parada simultânea de até sete veículos, protegendo os usuários do transporte coletivo. O trecho abrigará o ponto de ônibus hoje localizado em frente ao Palácio Anchieta. As obras fazem parte do Calçadão do Porto, que está sendo executado e ligará a rua Projetada, em frente à Rodoviária, ao Armazém 5 da Codesa.

Em um trecho de 1,6km, compreendido pelas avenidas Alexandre Buaiz, Elias Miguel e Getúlio Vargas, além de duas baias de ônibus, está sendo implantada ciclovia e reconstruída a calçada, para garantir segurança na circulação de pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo. Cerca de 800 metros de calçada e ciclovia já foram feitos, do lado direito da pista, no trecho que vai do viaduto da Rodoviária até a Delegacia da Criança e do Adolescente. Também foi concluída a recuperação da calçada do Armazém 5, na outra ponta do calçadão.

Transporte coletivo

Atualmente, a ausência de baias de ônibus compromete a fluidez do trânsito. O trecho em obras ganhará duas, com a realocação dos pontos de ônibus. Além da mudança do ponto em frente ao Palácio Anchieta, também será realocado o instalado próximo à Administração Regional do Centro, que passará a situar-se na avenida Elias Miguel, entre as ruas Orlando Rocha e Pedro Nolasco.  

O projeto também ataca outro problema que afeta a fluidez na via. A rua João Santos Neves,  próxima ao Armazém 1 e atualmente utilizada para quem retorna com destino à Rodoviária, será fechada, pois é uma via pequena para absorver o número de carros, ocasionando retenção de veículos, que acabam atrapalhando o fluxo na avenida Getúlio Vargas, segundo explicou o assessor técnico Leonardo Schulte, da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade.

Para a realização da obra, a Codesa cedeu uma área à Prefeitura. Para a realização das melhorias, que vão privilegiar a circulação de pedestres e ciclistas e garantir mais segurança aos usuários do transporte coletivo, serão suprimidas aproximadamente 120 vagas de estacionamento.

Bicicleta

A ciclovia que está sendo construída tem 2,5 metros de largura. Hoje, as bicicletas, que chegam a 350 nos dois sentidos na hora pico (das 6 às 7 horas e das 17 às 18 horas), disputam lugar com os carros. Segundo pesquisa de contagem de bicicletas, realizada em 2004 em frente à entrada de caminhões da Codesa, 40% dos entrevistados apontaram o trecho entre a entrada da Codesa e o antigo Aquaviário como o principal problema de percurso. Esse trecho, aliás, está entre os três de maior demanda de uso de bicicleta no município. Os outros situam-se nas avenidas Serafim Derenzi e Fernando Ferrari. 

Os pedestres também serão beneficiados com a obra. Todas as travessias de pedestre serão tratadas e receberão sinalização horizontal e vertical. No lugar de degraus irregulares, que não oferecem segurança, nem tão poucos são acessíveis, a Prefeitura está construindo rampas de acesso ao calçadão com declividade adequada, de modo a garantir a mobilidade de portadores de deficiência física. As calçadas estão sendo reconstruídas em conformidade com a Lei Municipal 6.525/2005, para assegurar as condições de mobilidade e acessibilidade urbana a todas as pessoas, incluindo os portadores de deficiência. A calçada cidadã conta piso antiderrapante e faixa tátil, que define o espaço onde estão os mobiliários urbanos, como postes, árvores e placas de sinalização, servindo como guia para os deficientes visuais.

Pedestres e ciclistas circularão em ambiente mais bem iluminado. Os postes existentes, de concreto serão substituídos por outros metálicos, que contarão com iluminação em dois níveis: para a rua e para a calçada, garantindo maior segurança aos usuários da área. Além disso, haverá enterramento da rede elétrica dos postes, com o objetivo de despoluir visualmente a região, diretriz essa adotada em outros projetos desenvolvidos pela Prefeitura para o Centro, como os da Praça Costa Pereira e da Jerônimo Monteiro.
 
Orçadas em R$ 1,8 milhão, as obras do Calçadão do Porto começaram em outubro e atendem às diretrizes do Planejamento Urbano Interativo do Centro, plano de ação elaborado em 2006, por moradores, comerciantes e poder público, dentro do Programa de Revitalização da região. Segundo o plano, a região requer a implantação de áreas adequadas para embarque e desembarque de usuários de ônibus, adequação das calçadas às normas de acessibilidade e instalação de ciclovias. Também constam, como diretrizes para o planejamento urbano do Centro, integrar o porto à cidade e valorizar o percurso orla. (Angèle Murad)

 

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