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| Graciete de Souza faz trabalho voluntário há 23 anos |
Uma mulher cuja marca registrada é a solidariedade. Ela gosta de ajudar as pessoas e leva a sério o ditado que diz “fazei o bem sem olhar a quem”. Graciete de Souza, 39 anos, já incorporou em sua rotina os pedidos inesperados para auxiliar alguém, até mesmo quem não conhece. Desde a adolescência é assim, o trabalho voluntário vem lado a lado com o profissional há 23 anos.
Pode ser de dia ou de noite, esta moradora do bairro São Pedro I sente prazer em resolver problemas alheios e ver a harmonia ao seu redor. É ela uma das fundadoras do Conselho Municipal da Mulher (Comum), criado pela Prefeitura de Vitória em 20 de março de 1987, para ser um órgão consultivo e de assessoramento da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid) em relação às políticas dirigidas às mulheres.
Eleição
Em reunião nesta terça-feira (05), a partir de 18h30, o Comum discute a eleição de novas representantes de movimentos sociais e do poder público que vão constituir a entidade formada por 15 conselheiras titulares e suplentes. Após o processo eleitoral e posse das mulheres no Comum, o mandato será de dois anos, segundo informou a Gerente de Políticas de Gênero da Semcid, Valcenir dos Santos. Ela salienta que a meta para 2008 é assegurar a participação da mulher e tornar o Comum mais atuante.
A mesma expectativa guarda Graciete em relação aos interesses das mulheres das comunidades de bairros como São Pedro, Condusa, Nova Palestina, São José, Resistência e Ilha das Caieiras, onde há representantes no Comum. “A sala do Comum tem de ser uma fonte de inspiração, um porto seguro onde a união faz a força independente de partido político”, disse ela que também é diretora da pasta dos assuntos da mulher no Conselho Popular de Vitória (CPV).
Capacitação
Por intermédio do Comum mais de 900 pessoas já foram qualificadas ao longo dos anos, em diversas áreas de trabalho, em 90 cursos gratuitos oferecidos pela Prefeitura para levar oportunidade de inserção no mercado de trabalho tanto da mulher quanto de seus companheiros. “Hoje várias artesãs são formadas em pintura especial de parede, em corte e costura, maquiagem, cabeleireira e cozinheira, por exemplo. A gente pedia nas capacitações (que lotavam de mulher o auditório da Semcid) diversos cursos que pudessem atender as solicitações das comunidades e assim conseguia interferir de maneira positiva nas famílias com problemas”, relembra.
É com vontade de ajudar a todos que essa chefe de família se denomina uma guerreira. De olho no futuro ela pensa no mundo que deseja para si, para as outras mulheres e para os três filhos (um home e duas mulheres) e revela que sonha com um mundo melhor, em que as pessoas sejam mais solidárias e se preocupem umas com as outras. (Janete Carvalho)
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