31 de janeiro de 2008

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Reforço

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IPTU

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Investimentos

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Passeio

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Lazer

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Encontro reúne famílias do Morar no Centro

 

As 94 famílias que vão morar nos antigos hotéis Estoril, Tabajara e Pouso Real reúnem-se, nesta quarta-feira (30), para o primeiro encontro do trabalho social, que teve início no período de seleção. O evento acontece às 18 horas, no Auditório Zemar Moreira da Prefeitura de Vitória, e tem como objetivo iniciar o trabalho de integração entre as famílias.

“É o momento de conhecer o vizinho e também representa o primeiro contato com o poder público municipal”, explica a secretária executiva do Conselho Municipal de Habitação, Leida Moreira Machado. O trabalho técnico-social compreende reuniões mensais que têm início na próxima quarta-feira e prosseguem durante 22 meses. Por meio desses encontros as famílias vão saber sobre o andamento das obras, além de poderem organizar o novo condomínio.

De acordo com o secretário de Habitação, Sérgio de Sá Freitas, os encontros são importantes porque organizam uma estrutura que precisa ser sustentável para que todos possam habitar com dignidade. “Nesses encontros as famílias se conhecem e passam a organizar a nova vida. Essa organização é fundamental para a qualidade de vida nesses espaços”.

O garçom Kleber Silva de Oliveira afirma que muita gente não acreditava que aqueles prédios pudessem virar habitação popular: “Mas eu acreditei e disse que o trabalho da administração é sério. Fiz minha inscrição e hoje tenho essa bênção porque eu moro em uma casa tão pequena que eu durmo na sala porque não cabe a cama de casal. Vai ser a realização de um sonho meu e da minha esposa”.

O prefeito João Coser assinou no dia 08 de janeiro a ordem de serviço que marca o início das obras que estão transformando os antigos hotéis Estoril, Tabajara e Pouso Real em habitações populares por meio de ações do projeto Morar no Centro. A previsão é de que os apartamentos estejam prontos em 12 meses.

Na década de 60 os hotéis Estoril, Tabajara e Pouso Real abrigavam temporariamente pessoas ilustres. Mas o tempo levou para lugares distantes a majestade desses hotéis reais. O que temos hoje na área nobre do Centro, em frente ao Palácio Anchieta, são prédios que apresentam arquitetura majestosa, que contam pouco de suas histórias e estão desabitados, completamente sem vida.

A primeira etapa do projeto compreende as transformações em habitação popular dos edifícios Pouso Real, Tabajara, Estoril e Santa Cecília. Este último está em fase de aquisição pela Prefeitura de Vitória. Os três primeiros empreendimentos são localizados na avenida Jerônimo Monteiro e contemplam tanto a demanda por imóveis no Centro quanto o incentivo para recuperação de construções antigas, que têm grande importância para a história da cidade.

Obras

Essa primeira etapa compreende as obras dos edifícios Estoril (54 apartamentos), Pouso Real (20) e Tabajara (20), totalizando 94 unidades habitacionais. Serão construídos apartamentos de um e dois quartos, com medidas variando entre 33 e 52 metros quadrados. A previsão é de que os apartamentos sejam entregues em 12 meses. Em fase de aquisição está o edifício do antigo cinema Santa Cecília que terá mais 49 apartamentos.

Os recursos para realização da obra vêm do Governo Federal - Ministério das Cidades/ Caixa (R$ 1.598.000,00) e da Prefeitura de Vitória (R$ 1.910. 000,00). Cada família vai pagar durante 15 anos o valor referente a 10% da renda familiar, sem saldo devedor. Ao final desse prazo será fornecida a escritura definitiva do imóvel.

Famílias

Os requisitos para inscrição foram: residir em Vitória há pelo menos um ano, possuir renda familiar entre 3 e 5 salários mínimos, não possuir outro imóvel residencial e/ou nenhum tipo de financiamento habitacional, não ter sido beneficiado por programa semelhante, ser maior de 18 anos e não estar inadimplente perante o município. Os critérios de classificação priorizam, conforme estabelece a legislação municipal, famílias com menor renda, mulheres chefes de família e idosos. Há ainda a reserva de 10% das vagas para portadores de deficiência e 20 % para servidor público municipal efetivo.

Todas as famílias selecionadas têm renda de aproximadamente três salários mínimos, com composição familiar de 02 membros em sua maioria (55%), mas há famílias com 1, 3 e 4 componentes. A iniciativa do projeto Morar no Centro se destaca não só pela oferta de unidades habitacionais de interesse social, mas, ainda, pela otimização da infra-estrutura existente, dinamizando as funções econômicas e sociais da área central, com melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. (Rejane Gandine)