O Veículo Leve Sobre Trilhos ( VLT), lançado nesta quinta-feira (13) durante o II Seminário de Mobilidade Urbana de Vitória, propõe uma total requalificação e modernização do espaço urbano da cidade, abrangendo os aspectos de fluidez e circulação nos transportes, no trânsito, e ainda ações no deslocamento não motorizado com a construção de ciclovias em vias da cidade e faixas cicloviárias nos bairros.
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| Em todo o trajeto serão construídas 30 estações. Em Vitória estão previstas quatro estações subterrâneas, sendo três no centro de Vitória (Praça Getúlio Vargas, Praça Oito e Parque Moscoso) e uma no Shopping Vitória. |
O Metro de Superfície, que integra o Plano de Mobilidade Urbana de Vitória, apresentado pela equipe de engenheiros e arquitetos da empresa Oficina Consultores, reafirma a proposta da atual administração de ter um novo olhar para os desafios futuros de uma grande cidade. O Metro de Superfície é um transporte silencioso, econômico e eficiente, pois ligará a Capital aos municípios da Grande Vitória. Para isso serão construídos 30,6 Km de trilhos, 30 estações, sendo apenas quatro delas subterrâneas, três no centro de Vitória: na Praça Getúlio Vargas, Praça Oito, Parque Moscoso e uma no Shopping Vitória.
Transporte de Massa
O Transporte Sobre Trilhos tem possibilidade de carregar até 800 passageiros nos horários de pico, sendo capaz de suprir a demanda estimada para 2025, de 16 mil passageiros/hora/sentido nos principais corredores da Cidade.
O novo sistema prevê a reorganização da rede de transporte por ônibus da cidade de Vitória de forma otimizá-la e a utilização de tecnologia que contempla significativo ganho ambiental, com a redução na emissão dos poluentes a partir da adoção de energia elétrica. Além disso, haverá diminuição dos acidentes e mais conforto e confiabilidade aos usuários.
O Metrô Leve é um sistema integrado com os outros projetos de transportes da cidade e do Transcol, permitindo a convivência harmônica no espaço urbano da cidade entre pessoas, veículos e mercadorias, sem ocasionar obstáculos ao desenvolvimento econômico.
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Nos últimos 10 anos o transporte motorizado privado entre os moradores de Vitória cresceu 29,48%. Em contrapartida, o modo coletivo perdeu 23,33% e os não motorizados 1,68%. As projeções para 2025 sem a implantação do Metrô de Superfície apontam um acréscimo de 47% nas viagens individuais, de 34% nas viagens de transporte coletivo, agravamento dos eixos da cidade de Vitória, previsão de 200 a 500 ônibus por hora nos corredores de tráfego, velocidades comerciais da ordem de 16km/hora e um aumento real das tarifas ou subsídios para manter o equilíbrio econômico do sistema ao longo dos próximos 20 anos.
O Veículo Leve Sobre Trilhos está orçado em R$ 915 milhões de reais para a região Metropolitana. Os recursos são provenientes do Governo Federal, Governo Estadual, iniciativa privada e das Prefeituras da Grande Vitória.
Mal do Rodoviarismo
O seminário contou com a participação de uma platéia atenta e participativa formada por representantes da sociedade civil, entidades de classee associações de moradores. Várias pessoas se manifestaram, entre elas o representante do Sindicon no Conselho do PDU para assuntos ligados à Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Menezes. “ Esse é o momento de repensar esse sistema, o mal do rodoviarismo. Acho positivo, é um grande esforço da prefeitura nesse sentido e que torço para que seja implementado além das barreiras de Vitória, ressalta o representante do Sindicon. “ Sou inteiramente favorável ao Metrô de Superfície, é um subsídio muito pequeno em relação a construção de uma 4ª ponte. A 3ª ponte levou 12 anos para ficar pronta. Esta é a hora, pois do que está hoje chegaremos em breve ao colapso”afirmou Luiz Carlos Mendes. ( Suzana Tatagiba)
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