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A Prefeitura de Vitória desenvolve importantes ações culturais na área que compreende a regional 1. A principal delas é a administração, pela Secretaria de Cultura, da Escola de Teatro e Dança Fafi. Localizada no coração da ilha, na avenida Jerônimo Monteiro, a escola exerce um papel fundamental para a formação de novos profissionais no campo do teatro e da dança assim como para o processo de revitalização do Centro de Vitória.
Cursos de arte e apresentações culturais
A Fafi oferece cursos gratuitos, sólidos e bem estruturados, de teatro e dança, voltados para crianças, adolescentes e adultos. A escola também é palco permanente para apresentações artísticas diversas destinadas à comunidade em geral. Desta forma, o município não só amplia a oferta de opções culturais gratuitas e de qualidade como também incentiva a formação de público.
O projeto “Concertos de Dança”, por exemplo, é realizado periodicamente em parceria com a Associação das Companhias Profissionais de Dança do Espírito Santo (Prodanças). São apresentações gratuitas de espetáculos de dança, que sempre lotam o auditório da escola. Também é sucesso de público, o projeto “Leitura Dramática”, desenvolvido em parceria com o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Espírito Santo. O projeto promove apresentações públicas de leituras de textos teatrais, sejam esses de autores capixabas, nacionais ou escritores internacionais já consagrados.
Paula Barreto |
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| As crianças ficam encantadas com os contadores de história |
As atividades na Fafi, no entanto, vão muito mais além do que os cursos e projetos culturais oferecidos pela municipalidade. O prédio, que completa 80 anos em 2006, abriga importantes eventos, tais como lançamentos de livros, exposições de fotografia, de artesanato, palestras, estréias de peças teatrais, parte da programação do Festival Nacional de Teatro “Cidade de Vitória”, oficinas de formação realizadas pelo Ministério da Cultura, entre outras atividades.
Uma das alunas da Fafi é a estudante de 16 anos Quely Nilciene Yasmin, que está faz o curso de iniciação teatral. “A Fafi me dá a oportunidade de fazer teatro porque eu não teria como pagar um curso que de fato vai me preparar profissionalmente”, afirma a adolescente.
Ela freqüenta a escola não só para participar das aulas. Quely também aproveita para assistir aos espetáculos gratuitos. Na apresentação da peça Morto por 30 dias, ela chegou cedo junto com a mãe para disputar um dos 80 lugares disponíveis na peça.
Na mesma platéia também estava a dona de casa Regina Guerzzet Soneghet, que já estudou na Fafi na década de 1970 e se emociona sempre que retorna à escola. Para ela, melhor seria se houvesse ainda mais apresentações culturais: “Eu acho que tem que ter muito mais espetáculos, até para que mais pessoas possam conhecer o prédio”, afirma Regina.
Biblioteca
A Fafi abriga ainda, provisoriamente, a Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, cujo acervo totaliza 14.300 livros, com uma freqüência média de 150 pessoas por dia, somando, por ano, cerca de 36 mil visitantes. A Biblioteca oferece a seus usuários serviços de consulta e pesquisa, levantamento bibliográfico e empréstimo de livros. Mantém também um arquivo de recortes para auxiliar as atividades de pesquisa e um grande número de jornais e revistas à disposição do público.
Viagem pela Literatura
A Biblioteca é responsável, ainda, pelo desenvolvimento do projeto Viagem pela Literatura. O projeto é realizado na Fafi e nos bairros da capital. Para estimular o gosto pela leitura entre as crianças, são promovidas apresentações gratuitas de peças teatrais baseadas em clássicos da literatura infantil e encontros entre a garotada e escritores capixabas. Contadores de história também participam do projeto que, em 2005, envolveu 4.723 crianças.
A Secretaria de Cultura de Vitória prepara agora um projeto que vai resultar em novas e melhores instalações para a biblioteca, mantendo-a no Centro de Vitória. A perspectiva é que ainda em 2006.
Casa Porto das Artes Plásticas
Já a Casa Porto das Artes Plásticas, localizada na antiga sede da Capitania dos Portos, na Barão de Monjardim, promove e sedia eventos relacionados às artes plásticas, fomentando também o desenvolvimento cultural.
Salão do Mar
A Casa Porto das Artes Plásticas, que está ligada à Secretaria de Cultura, é a responsável, por exemplo, pela organização e realização do Salão do Mar, considerado o mais importante evento na área das artes plásticas no Estado. Em 2006, o Salão do Mar ganhou uma projeção ainda maior, ao passar a ter amplitude nacional.
Reunindo obras de 27 artistas, a sétima edição do Salão do Mar foi montada no Armazém 5 da Codesa, pois integrou as atividades comemorativas dos 100 Anos do Porto de Vitória. O local contribuiu para que o salão deste ano registrasse um público recorde. Foram, em média, 200 visitas por dia, segundo a coordenadora da Casa Porto das Artes Plásticas, Samira Margotto. Sem contar, o sucesso de público que foi o desfile organizado pela Associação dos Profissionais de Moda do Estado do Espírito Santo, reunindo estilistas capixabas.
"As obras atraíram o público, mas também o local escolhido foi importante. As pessoas querem conhecer o porto por dentro”, avalia Samira. “Tanto assim que nós, da Prefeitura de Vitória, estamos conversando com a Codesa para que continuemos utilizando o espaço para novas exposições de arte", acrescenta.
Crochetart
Outra ação da Casa Porto das Artes Plásticas é o projeto Crochetart, desenvolvido desde 2002 na comunidade do Morro do Forte São João, em Vitória. Trata-se de um trabalho de cunho artístico e social - que também cria novas alternativas de geração de renda para a comunidade.
O projeto, coordenado pela artista plástica e arte-educadora Berenice Viana, realiza oficinas de artesanato e design, sendo o principal foco o crochê. Entre os participantes, podemos destacar a participação ativa das crianças, com faixa etária variando desde os 7 até 14 anos de idade. As peças produzidas são sempre expostas no Salão do Mar.
O projeto tem ainda a preocupação de preservar as tradições familiares, o resgate da cidadania e auto-estima e, conseqüentemente, a valorização pessoal dos moradores do Morro do Forte São João.
Até então o projeto estava mais focado no desenvolvimento de trabalhos manuais, aprimorando o conhecimento advindo da própria comunidade. Na nova etapa que será implantada em 2007, está prevista a ampliação desse trabalho, com a criação de novas oficinas de arte e a constituição de um núcleo de protótipos e gerenciamento de produção. (Adriana Machado)
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