Helson Moura |
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| Enaile Flauzina Carvalho, que cursa mestrado na Ufes, foi uma das contempladas com a bolsa do Facitec |
A Prefeitura de Vitória, por meio do Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia de Vitória (Facitec), concedeu 17 bolsas de mestrado para estudantes dos diversos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Serão investidos R$ 290 mil nos próximos dois anos para os contemplados que tiveram seus trabalhos selecionados por um banca especializada.
Foram priorizados programas de mestrado recém autorizados e implantados a partir de 2005, contemplando alunos de Programas de Pós-Gradução em Estudos Lingüísticos, Educação Física, Química, Matemática e Artes, além de alunos de programas já consolidados que tenham obtido conceito três na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Áreas como História, Administração, Atenção à Saúde Coletiva, Biologia Vegetal, Economia, Informática e Política Social foram algumas atendidas.
Para recebimento das bolsas, os alunos deverão ter dedicação exclusiva ao programa, não possuir vínculo de trabalho, não receber qualquer tipo de remuneração, nem acumular bolsa de qualquer natureza. O valor mensal da bolsa é de R$ 855,00 e será concedida até o término do curso.
Dedicação
Uma das beneficiadas, a assistente social Patrícia Peixoto, disse que a bolsa possibilitará que se dedique integralmente aos estudos fazendo com que o aproveitamento seja maior. Segundo ela, o conhecimento adquirido na faculdade foi bastante válido, no entanto, como as mudanças no mercado são radicais e muito rápidas, é necessário o aprofundamento da aprendizagem, o que é possível por meio de um mestrado.
| Helson Moura |
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| Patrícia Peixoto também é bolsista do Facitec |
Patrícia Peixoto explicou que seu projeto tem como objetivo analisar as políticas sociais e as mudanças nos processos que têm transformado o mercado de trabalho. “Estarei considerando as múltiplas relações no mercado de trabalho e suas relações e contradições no cenário do capitalismo”, explicou, ao destacar que com o incentivo da bolsa poderá dedicar um tempo maior à pesquisa.
A assistente social contou que tem interesse pela área de pesquisa desde o início de sua graduação. Com o passar dos semestres, destacou, passou a ter observado as carências e necessidades da área, além da melhor compreensão das relações entre o mercado de trabalho e o capitalismo.
Dificuldades
A historiadora Enaile Flauzina Carvalho, também beneficiada com o bolsa, disse que sempre teve bastante dificuldade para estudar e que a bolsa possibilitará a continuidade de sua preparação. Enaile, que vai desenvolver seu mestrado em história social das relações políticas, disse que estudar também é um investimento e que são comuns gastos com cópias, transporte, livros, material didático e pedagógico, além de recursos tecnológicos, entre outros, o que, provavelmente, inviabilizaria a continuidade de sua formação.
A estudante contou que durante grande parte de sua vida precisou trabalhar de maneira paralela a sua freqüência à escola e universidade. De acordo com ela, infelizmente, poucas prefeituras investem no conhecimento como faz o município de Vitória. “É o futuro que está em jogo. Nós que tivemos a oportunidade de ser beneficiados com as bolsas do fundo traremos nossas descobertas para ser implementados em benefício da comunidade que vive em Vitória”, adianta a bolsista.
Saúde
A nutricionista Carolina Perim de Faria, também contemplada por uma das bolsas do Facitec, estudará o estado nutricional, alimentar escolar e a atividade física em crianças de 7 a 10 anos em Vitória. Ela disse que o incentivo foi uma conquista, pois poderá analisar de maneira científica e mais detalhada uma área importante para o bem-estar das crianças.
De acordo com a estudante, que se formou na Universidade Federal de Ouro Preto, e continuará seus estudos na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), sua pretensão é atuar profissionalmente num órgão público, pois acredita que há muitas tarefas a serem cumpridas no setor. “Talvez atue na iniciativa privada, mas pelo foco que tive durante minha formação creio que há muito trabalho a ser desenvolvido em escolas ou outras instituições de ensino”, reforçou.
O Facitec é mantido com recursos do Orçamento Municipal aplicados exclusivamente em projetos relacionados com o desenvolvimento nas áreas de ciência e tecnologia. A aplicação dos recursos é orientada pelo Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia (CMCT).
O orçamento do Facitec para 2006, se comparado com o de 2004, teve um acréscimo de 85%. De 1993 a 2006, já foram financiados 224 projetos de pesquisa, 338 bolsas foram concedidas, 106 eventos/participação em eventos e divulgações técnico-científicas foram apoiados. Houve ainda cinco iniciativas de apoio à elaboração de teses de doutorado, representando investimento total de R$ 5,8 milhões. (Fabrício Faustini)
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