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03 de agosto de 2006

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Instalação de Isadora Bonder vence o Júri Popular do 7º Salão do Mar
 
Divulgação
Júri Popular escolhe Caiximiti como a melhor obra do Salão do Mar

O público que visitou o 7º Salão do Mar elegeu como melhor obra a instalação “Caiximiti”, da artista plástica carioca Isadora Bonder, uma embarcação feita com objetos e fragmentos abandonados ou em desuso, encontrados no próprio cais do Porto de Vitória, local onde foi montado o salão este ano. A obra recebeu 404 votos do Júri Popular e a artista receberá um prêmio de R$ 1.200,00.

Os demais artistas receberam respectivamente o seguinte número de votos: Gustavo Pessoa, 382; Fabio Okamoto, 298; Edney Antunes, 297; André Burian, 244; Herbert Pablo Bastos, 204; Lourival Batista, 203; Miro Soares, 198; Camila Sposati, 187; Adams Carvalho, 168; Patrícia Osses, 152; Roosivelt Pinheiro, 133; Cristine de Bem e Canto, 109; Beatriz Pimenta, 94; Raquel Baelles, 85; Botner e Pedro, 82; Aníbal e Branca, 81; Carla Zaccagnini, 70; Silfarlem Oliveira, 60; Charles Klitzke, 55; Ana Gastelois, 48; Dayse Resende, 45; Maria Lucia Cattani, 42; Marcelo Salum, 37; Luciana Ohira e Sérgio Bonilha, 36; Bruno Vieira, 18; e LAB – Comunidade Criativa, 9. Foram registrados 835 votos brancos e nulos. No total, 4.576 pessoas votaram no Júri Popular.

De acordo com o descritivo apresentado pela artista, os objetos e fragmentos abandonados ou em desuso, encontrados no próprio local da exposição e arredores e que compõem a instalação “já vêm com uma memória que é atavicamente presente em cada um de nós. Juntando-os, conforma-se uma situação de surpresa e estranheza que nos induz a um percurso de fruição.” Ela acrescenta: ”A proposta lida com o efêmero, pois, ao ser desmontado, do trabalho restará apenas o registro fotográfico.”

O 7º Salão do Mar foi aberto no dia 28 de abril, tendo encerrado no dia 28 de julho. Durante esse período, recebeu 200 visitantes por dia, em média. De acordo com a coordenadora da Casa Porto das Artes Plásticas, Samira Margotto, esta foi a edição do salão que atraiu mais público.

Na avaliação de Samira Margotto, uma das razões do sucesso do salão este ano foi o fato de ter sido realizado no Porto de Vitória. "As obras atraíram o público, mas também o local escolhido foi importante. As pessoas querem conhecer o porto por dentro. Tanto assim que nós, da Prefeitura de Vitória, estamos conversando com a Codesa para que continuemos utilizando o espaço para novas exposições de arte", disse Samira

Samira ressaltou, ainda, que foi positiva a decisão de permitir que artistas de todo o país participassem do salão, que antes estava restrito ao Espírito Santo e Minas Gerais. "Outra decisão importante foi incluir um prêmio de participação e aumentar o valor do prêmio aquisitivo, rompendo também com a hierarquia da premiação". "Além disso", acrescentou, "nós inovamos com a realização de um evento de criação, que reuniu estilistas capixabas e atraiu um grande público". Também foram realizadas oficinas de arte e educação, aos sábados e domingos.

Um total de 400 artistas, de 19 estados, se inscreveram. Foram selecionados 27, sendo seis do Espírito Santo: Adams Carvalho (SP), Ana Gastelois (MG), André Burian (MG), Aníbal e Branca (SP), Beatriz Pimenta (RJ), Botner e Pedro (RJ), Bruno Vieira (PE), Camila Sposati (SP), Carla Zaccagnini (SP), Charles Klitzke (SC), Cristine de Bem e Canto (SP), Dayse Rezende (ES), Edney Antunes (GO), Fabio Okamoto (SP), Gustavo Pessoa (RJ), Herbert Pablo Bastos (ES), Isadora Bonder (RJ), LAB - Comunidade Criativa (ES), Lourival Batista (PE), Luciana Ohira e Sérgio Bonilha (SP), Marcelo Salum (SP), Maria Lucia Cattani (RS), Miro Soares (ES), Patrícia Osses (SP), Raquel Baelles (ES), Roosivelt Pinheiro (RJ), e Silfarlem Oliveira (ES).

A seleção foi feita por Dária Jaremtchuk, professora da Universidade de São Paulo (USP) e crítica de arte; Fernando Cocchiarale, diretor do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; José Cirillo, diretor do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo; Juliana Morgado, artista plástica; e Maria Helena Lindenberg, artista plástica.

Já a premiação foi definida por Samira Margotto, coordenadora da Casa Porto; Aguinaldo Farias, professor da USP e crítico de arte; José Cirillo, Juliana Morgado, e Maria Helena Lindenberg, artista plástica. O prêmio aquisitivo foi de R$ 6.000,00, tendo sido concedido a Lourival Batista, com a obra Varal, Patrícia Osses, com a obra Mar de Grópios, e Camila Sposati, com a série Fumaça de Sinalizador. Todos os 27 artistas receberam um prêmio de participação no valor de R$ 1.000,00.

As obras expostas mostram que as belezas naturais relacionadas ao mar têm vários significados, se for olhado por diversos ângulos, provando que existe a diversidade entre os seres. E mesmo que não tenhamos contato direto com o ambiente devido à nossa correria ele sempre terá uma historia entretida pra nos contar.

A Casa Porto das Artes Plásticas, responsável pela organização do salão, está integrada à Secretaria de Cultura de Vitória. O salão foi realizado com o apoio da Codesa e integrou as comemorações dos 100 anos do Porto de Vitória (Adriana Machado)