07 de junho de 2006

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Procon denuncia golpes do empréstimo fácil e do consórcio de dinheiro

 

A urgência por empréstimos levou alguns capixabas a acreditar em empresas que prometiam liberar dinheiro de maneira rápida e sem burocracia. Mas, o que parecia a solução de problemas financeiros revelou-se um grande golpe. Depois de convencerem os clientes a depositarem valores a título de adiantamento, as falsas financeiras desapareceram e a investigação sobre elas é dificultada porque têm endereço e telefones de outros estados.

O Procon de Vitória recebeu quatro reclamações de pessoas que caíram no golpe do empréstimo fácil, mas acredita que há muito mais vítimas. “Muitas pessoas não denunciam, porque se sentem constrangidas. Isso faz com que as empresas continuem aplicando golpes na praça”, explicou a gerente de Proteção e Defesa do Consumidor, Jalusa Silva de Arruda.

Alerta

Precar Center, Finabens e cooperativas de crédito sem nome são algumas das empresas que aplicaram o golpe em Vitória. Elas anunciam linhas de crédito nos cadernos classificados dos jornais, oferecendo empréstimos que podem chegar a R$ 900 mil. Todas informam telefones de outros estados, como Minas Gerais ou de Goiás.

O Procon de Vitória já informou ao Procon Estadual de Minas Gerais, o de Belo Horizonte, à Delegacia do Consumidor e o Ministério Público capixaba, além de ter comunicado a situação ao Ministério Público mineiro e ao Procon de Belo Horizonte. “É preciso ter uma ação articulada. Essas empresas podem estar aplicando golpes em vários estados ao mesmo tempo”, informa Jalusa de Arruda.

O Procon de Vitória enviou correspondência às empresas com Aviso de Recebimento (AR). Mas, após receberem a notificação, as falsas financeiras desapareceram e os telefones foram desligados.

“Temos de alertar aos consumidores que um dos indícios de golpe é a exigência de pagamento antecipado de qualquer quantia para recebimento de empréstimo ou carta de crédito de consórcios. Antes de fechar negócio, os consumidores devem consultar o Procon”, informa a gerente.

Golpe

As vítimas do golpe podem ser de qualquer faixa etária e de qualquer nível social. Em comum, enfrentam problemas financeiros e têm urgência em conseguir empréstimos. “Quem atua nessas empresas é bem preparado. Sabe dialogar e convencer qualquer pessoa”, explicou Jalusa de Arruda.

No Procon de Vitória, os quatro reclamantes são homens. O mais jovem tem 23 anos de idade e o mais idoso, 62 anos. Os prejuízos individuais variam de R$ 300,00 a R$ 5.500,00. “O cidadão contratou empréstimo pessoal para dar o adiantamento, pleiteando crédito de R$ 40 mil. Estamos indignados com essas empresas”, disse a gerente. (Edlamara Conti)