A colcha de retalhos confeccionada no Muda Mundo, estande da Prefeitura de Vitória montado na Feira da Paz foi formada por mais de 500 pedaços de tecidos onde cada visitante deixou uma mensagem. A colcha ficou com cerca de oito por sete metros quadrados e estava bastante colorida. A peça traz uma mensagem especial pela paz e deverá ser exposta na sede da Prefeitura de Vitória, representando. a integração das diferenças e a busca pela paz.
| Carlos Antolini |
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| A colcha de retalhos formada pelos visitantes do estande Muda Mundo, da PMV, foi confeccionada durante a Feira da Paz. |
O último dia da programação (28) na Feira da Paz, realizada durante o Cidades 2006- Feira e Congresso Internacional, foi animado pela campanha "Pedalaço pela Paz". O evento reuniu cerca de 2 mil pessoas.
Os ciclistas saíram da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em direção a Vila Velha passando pela Terceira Ponte, num percurso de 20 quilômetros. Foram arrecadadas 3,5 mil toneladas de alimentos que serão doados a instituições de caridade.
A terceira edição da Feira da Paz teve a participação de 35 mil pessoas durante os quatro dias e foi encerrada nesse domingo. As apresentação no palco principal contaram com um público de 2 mil pessoas que assistiram a 10 apresentações. Por noite pelo menos 500 pessoas se divertiram com a programação.
Muda Mundo
Os visitantes do estande da PMV, batizado de Muda Mundo, eram atraídos pelas novidades oferecidas no local, um espaço concebido com apelo sensorial para estimular a conscientização sobre as possibilidades e a responsabilidade de atuar na conquista das Oito Metas do Milênio, aprovadas pelas Nações Unidas em setembro de 2000.
Dentre os objetivos do estande Muda Mundo estavam despertar a consciência dos visitantes sobre como ter atitudes que levem à paz mundial e divulgar ações que a Prefeitura promove por meio do Programa Vitória da Paz. A estudante Cíntia Rabelo Duarte, 14 anos, disse que fez novos amigos e gostou de brincar com os palhaços de um dos estandes. “No Muda Mundo vi que temos muitos problemas e que os adultos precisam ser mais inteligentes e aprenderem a cuidar do mundo”, disse.
Já a estudante Carla Nascimento de Souza, 13 anos, esteve no Muda Mundo com seus pais e dois irmãos. Ela participou das atividades e uniu retalhos “com a ajuda da professora”. Segundo ela, o resultado ficou muito lindo quando a grande colcha foi formada. “Gostei de tudo”, elogiou. João Pedro Rebouças, 17 anos, disse que ficou atento às oito metas retratadas. Ele revelou que fará vestibular no final do ano e os assuntos expostos poderão ser questões de prova. “Nem sabia que isso existia. Peguei material, tirei dúvidas e acho que estou mais sabido”.
Joana Dias Oliveira, 24 anos, passou por quase todos os estandes. "Não imaginei que há tantas pessoas trabalhando em questões humanitárias e solidárias. “Moramos num país de desigualdades e injustiças. No entanto, são tantos que atuam pelo bem do próximo. Fiquei surpresa, pois o trabalho deve ser desafiante e estas pessoas fazem com que o mundo seja um pouco melhor”, observou, ao acrescentar que talvez se una a uma das associações “para ajudar quem precisa tanto”.
Morgana Ribeiro, responsável por um dos estandes, disse que todos os expositores tinham como meta socializar o trabalho desenvolvido em comunidades por todo o estado, porém desconhecido pela população. “O evento possibilitou que mostrássemos com orgulho nossa função social e responsabilidade num mundo em crise. O pouquinho que cada um de nós fazemos representa a oportunidade de muitos esquecidos”, afirmou.
A III Feira da Paz foi uma realização do Movimento Paz ES com apoio da Prefeitura de Vitória e faz parte do calendário oficial das comemorações do Dia Estadual do Meio Ambiente, Dia Estadual da Cultura de Paz e da Semana da Cultura da Paz. Segundo o coordenador da Feira e do Movimento Paz, Vilson Venturim, o principal objetivo do evento este ano foi dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por entidades (ONG's, OSCIP's e Associações) e abrir espaço para que projetos sociais ligados à música, à dança e ao teatro pudessem ser apresentados ao público visitante.
“Buscou-se, também, despertar o interesse pela atividade voluntária e criar oportunidade para que empresas patrocinadoras, apoiadoras e colaboradoras expusessem seus projetos sociais e mostrassem a importância da responsabilidade social”.
(Texto: Fabrício Faustini)
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